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Brasil Nordeste
01/11/2019 08h34 Atualizada há 1 ano
Por: Bruna Sampaio

Manchas de óleo voltaram em 3 de cada 10 locais que foram limpos

28 de outubro - Homem limpa óleo na Praia dos Gringos, em Maraú (BA) — Foto: Arquivo pessoal
28 de outubro - Homem limpa óleo na Praia dos Gringos, em Maraú (BA) — Foto: Arquivo pessoal

Um terço das mais de 280 localidades atingidas pelo óleo no Nordeste chegaram a ser limpas, mas viram a poluição retornar ao menos uma vez. Ao todo, 83 praias e outras localidades tiveram a reincidência da contaminação, o que representa 29,5% dos locais afetados pelo petróleo cru que começou a surgir no fim de agosto.

Os dados sobre a volta da poluição são parte de um levantamento do G1 com base em todos os 23 relatórios divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) sobre a situação das praias desde o começo do desastre ambiental.

A análise mostra que, em alguns locais, houve até três "idas e vindas" do óleo. Além disso, aponta que todos os nove estados apresentaram em algum momento o retorno da contaminação entre os dias 29 de setembro e 30 de outubro.

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Localidades 

O primeiro avistamento do que se tornou o maior desastre ambiental na costa brasileira ocorreu em 30 de agosto no estado da Paraíba. Desde então, a mancha foi limpa e voltou mais de uma vez em 16 praias do Nordeste. Em alguns casos, a sujeira chegou a aparecer quatro vezes nas praias, ou seja, três reincidências foram registradas. Veja a lista dos municípios onde elas aconteceram mais de uma vez:

Guarajuba, Camaçari (BA): 3 reincidências;

Jacumã, Ceará-Mirim (RN): 3 reincidências;

Praia de Gramame, Conde (PB): 3 reincidências;

Barra do Cunhaú, Canguaretama (RN): 2 reincidências;

Genipabu, Extremoz (RN): 2 reincidências;

Perobas, Touros (RN): 2 reincidências;

Praia de Areia Preta, Natal (RN): 2 reincidências;

Praia de Flexeiras, Feliz Deserto (AL): 2 reincidências;

Praia de Zumbi, Rio do Fogo (RN): 2 reincidências;

Praia do Japonês, Camaçari (BA): 2 reincidências;

Rio Vermelho, Salvador (BA): 2 reincidências;

Sagi, Baía Formosa (RN): 2 reincidências;

Carneiros, Tamandaré (PE): 2 reincidências;

Ilhas dos Poldros, Araioses (MA): 2 reincidências;

Pau Amarelo, Paulista (PE): 2 reincidências

Praia do Forte, Mata de São João (BA): 2 reincidências

Nas outras praias com reincidência da contaminação, o óleo foi limpo e ressurgiu em um único momento.

O estado do Rio Grande do Norte, além de ter sete das 16 praias com mais de uma reincidência das manchas, também foi o estado com maior registros de retorno do óleo. Foram 36 registros de praias com manchas que foram limpas e, depois, voltaram a apresentar sujeira. O segundo lugar está com a Bahia, com 24 registros. Veja a lista:

Rio Grande do Norte: 36 reincidências;

Bahia: 24 reincidências;

Pernambuco: 13 reincidências;

Paraíba: 9 reincidências;

Maranhão: 6 reincidências;

Sergipe: 6 reincidências;

Alagoas: 4 reincidências;

Ceará: 3 reincidências;

Piauí: 2 reincidências;

Apesar de ser o estado com mais casos de reaparecimento do petróleo, o Rio Grande do Norte não é o que tem mais praias afetadas. No balanço divulgado pelo Ibama na quinta-feira (30), quando o desastre das manchas de óleo completou dois meses, o estado da Bahia liderava a lista de localidades atingidas.

Veja o ranking de estados com mais locais afetados:

Bahia: 74 localidades atingidas;

Rio Grande do Norte: 51 localidades atingidas;

Alagoas: 46 localidades atingidas;

Pernambuco: 37 localidades atingidas;

Sergipe: 20 localidades atingidas;

Ceará: 18 localidades atingidas;

Paraíba: 17 localidades atingidas;

Maranhão: 12 localidades atingidas;

Piauí: 8 localidades atingidas.

Fonte: G1
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