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Entretenimento - Estreia hoje

Postada em 07/11/2019 ás 09h31

Publicada por: Bruna Sampaio

'Doutor Sono' é continuação digna (e tensa) do clássico 'O Iluminado'
Ewan McGreggor interpreta versão adulta do filho do personagem de Jack Nicholson.
'Doutor Sono' é continuação digna (e tensa) do clássico 'O Iluminado'

Foto: reprodução

"Doutor sono" é uma sequência digna do clássico "O iluminado". O diretor Mike Flanagan constrói bem um clima de tensão e não se rende a sustos fáceis - mal que atinge a maioria dos filmes de terror dos últimos anos.

O filme encerra bem 2019 como um grande ano para Stephen King no cinema. Foram três adaptações cinematográficas do escritor. Veio após a pouco relevante releitura de "Cemitério Maldito" e "It: Capítulo 2", continuação do sucesso de 2017, que também foi bem de bilheteria, mas dividiu opiniões.

"Doutor Sono", que estreia nesta quinta-feira (7), é o mais ambicioso dessa trinca. O filme mostra o que acontece após os eventos de "O Iluminado", um dos filmes mais cultuados de Stanley Kubrick desde o seu lançamento, em 1980, considerado uma obra-prima de terror e suspense.

A obra original tem uma antológica atuação de Jack Nicholson, mesmo que o próprio King sempre diga ter odiado o que fizeram com seu best seller.

A primeira pergunta sobre essa continuação, inspirada no livro de King lançado em 2013 é: "Doutor Sono" é tão bom ou melhor do que "O Iluminado"? A resposta é simples: Não. Mas os fãs do clássico de Kubrick não terão do que reclamar nos momentos que conectam o livro ao filme de 1980.

A nova história mostra como Danny Torrance (Ewan McGreggor) tentou durante toda vida lidar com o que aconteceu no Hotel Overlook há 40 anos. Foi lá que seu pai, Jack Torrance (vivido por Jack Nicholson no primeiro filme) foi à loucura e o garoto descobriu ter dons paranormais.

Destruído pelo alcoolismo, Danny faz de tudo para ter paz e se entender. Mas ele acabaria se conectando com a mente de Abra (a estreante Kyliegh Curran), uma adolescente com poderes semelhantes.

As habilidades de Abra também chamam a atenção de uma mulher misteriosa chamada Rose Cartola (Rebecca Ferguson, parceira de Tom Cruise nos dois últimos "Missão Impossível"). Ela comanda o grupo Verdadeiro Nó, cujo objetivo é se alimentar do "brilho" de inocentes, ou a essência vital deles.

Desesperada, Abra pede ajuda de Danny, que terá que lidar com seus próprios fantasmas do passado para impedir que sua nova amiga caia nas mãos de Rose e seus comparsas.

Muitas histórias, pouco foco

O diretor Mike Flanagan já assinou outros filmes de terror e suspense como "Ouija: Origem do Mal" e ganhou familiaridade com o universo de Stephen King no thriller "Jogo Perigoso". Por isso, sua esperteza foi perceber de que não poderia competir com a genialidade de Kubrick.

Ele resolveu reverenciá-lo, tanto na direção quanto no roteiro e na edição. Ele recria quase à perfeição certas sequências como as cenas ambientadas no Hotel Overlook em flashbacks, na visão aérea de carros cruzando estradas longas, entre outros elementos.

Isso deve deixar os cinéfilos felizes da vida ao ver novamente imagens que não perderam o frescor mesmo mais de 30 anos depois.

No entanto, talvez o problema de "Doutor Sono" é ter muitas histórias para contar e não ter um foco definido. Num momento, o espectador acompanha o drama de Danny para se aceitar como é. Em seguida, é jogado na jornada de Abra para entender o que se passa com ela.

Sem falar nas questões envolvendo Rose e seu bando, na sua eterna busca por energia para sobreviver. Embora o filme nunca fique aborrecido, a indefinição pode entediar o público que só gosta de levar sustos a cada cinco segundos de filme, o que aqui não é o caso.

Novata iluminada

À frente do elenco, Ewan McGreggor faz Danny com sua costumeira eficiência e carisma. Ele torna o personagem cativante na medida certa. Rebbeca Ferguson custa um pouco a se acertar como a vilã, mas depois de um tempo consegue atingir o tom certo.

Mas quem rouba a cena é a novata Kyliegh Curran. Ela impressiona toda vez que aparece no filme. Sua atuação surpreende pela maturidade e a força. É bom ficar de olho nela nos próximos anos.

O filme vale tanto para os admiradores dos livros de Stephen King quanto para quem curte um bom suspense que não desafia a inteligência e não se importa em saber quem é o seu autor. Claro que vale a pena assistir primeiro a "O Iluminado" para entender as inúmeras referências.

Fonte: G1

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