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Piauí - Estreia

Postada em 13/11/2019 ás 14h38 - atualizada em 13/11/2019 ás 14h58

Publicada por: Layza Ribeiro

Oeiras receberá exibição 'Em tempos de violência nossa Esperança é Garcia'
A ação acontecerá no dia 23 de novembro, na praça principal de Oeiras, às 19h.
Oeiras receberá exibição 'Em tempos de violência nossa Esperança é Garcia'

Foto: Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, por meio da Comissão de Apoio à Vítima de Violência e da Trupe de Mulheres Esperança Garcia, realizará o espetáculo "Em tempos de violência nossa Esperança é Garcia". A ação acontecerá no dia 23 de novembro, na praça principal de Oeiras, às 19h.

Após a apresentação de estreia, a Presidente da Comissão de Apoio à Vítima de Violência, Alba Vilanova, mediará uma Roda de Conversa com o público presente. “O espetáculo vai levantar a figura histórica de Esperança Garcia como matriarca do coletivo, por sua inteligência e coragem diante dos abusos e desmandos a que foi exposta ainda no século XVIII”, explica a advogada.

A Trupe de Mulheres Esperança Garcia é um coletivo de mulheres que se utiliza do teatro como ferramenta de transformação social e de luta pela igualdade de gênero. O grupo foi idealizado e criado pelas atrizes Tercia Maria e Talita do Monte, com o objetivo de percorrer os municípios piauienses com o espetáculo “Em tempos de violência nossa Esperança é Garcia”.

Esperança Garcia foi uma mulher negra e escravizada, que escreveu no dia 06 de setembro de 1770 uma petição dirigida ao presidente da província de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, denunciando os maus tratos sofridos por ela, seus filhos, e companheiras, pelo feitor da Fazenda Algodões.

“Em um período no qual as mulheres não tinham direito a ser alfabetizadas, sobretudo mulheres escravizadas, Esperança Garcia se utiliza de um documento escrito a punho, sendo, portanto, legalmente reconhecido pela OAB Piauí, dando-lhe o título de primeira advogada piauiense por seu enfrentamento diante dos maus tratos sofridos pela escravidão”, explica Alba Valéria.

Fonte: OAB PI

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