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Oficial Major Elizete Oficial superior da PMPI, especialista em Políticas Sobre Drogas, em Direito Civil e Processo Civil, em Docência do Ensino Superior e em Gestão de Segurança Pública. Doutoranda em Direito. Professora e palestrante. @majorelizete

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Postada em 05/12/2019 ás 13h19

Publicada por: Oficial Major Elizete

Acorda, eleitor! Tudo é política!
A mudança quem pode fazer somos nós!
Acorda, eleitor! Tudo é política!

Desde que comecei a entender melhor o que é a política, não na sua essência, mas, sobretudo, no que ocorre nos bastidores do poder, compreendi, também, o quanto é importante que não desistamos dela.

Há uns cinco anos, quando me convidaram pela primeira vez a concorrer a um cargo eletivo, não hesitei em dizer que esse mundo não me apetecia em absolutamente nada, e que meus planos profissionais estavam na carreira da

Policia Militar do Piauí, onde ingressei conquistando o primeiro lugar no Concurso Público, uma instituição que sonhava comandar, desde cadete. Foram muitos desafios desde esse primeiro convite e muito trabalho desenvolvido por todo o estado…! E, ao que parece, a primeira pessoa que viu um certo potencial político naquela jovem oficiala da PM não estava sozinha, e vieram muitos outros “caciques” convidando-me, com o mesmo desiderato.

Resisti muito, no início, porque jamais me imaginei sentando à frente de um Governador ou de um Senador, tampouco de um Deputado Federal ou Estadual, para tratar de uma eleição ou de um eventual apoio ou filiação. Isso porque sou de origem muito humilde… nasci na “beira” de um rio, tempo em que o maior banquete de minha família eram os peixes que meu pai pescava, tratados com uma “pexeira" por minha mãe, que o acompanhava iluminando as águas com um candeeiro na mão e muito amor no coração. 

Eu, a “Cabelo de manga chupada”- apelido de infancia, poderia mesmo transitar entre os donos do estado e que decidem o destino de cada um de nós?! Poderia esta reles "majorzinha" desafiar os grandes comandos, dizer “NAO” ao sistema e propor algo diferente da corrente dominante?! Estaria a magrela, apelidada de “Maga" pelos amigos da turma de Aspirantes 2000, preparada para as consequências?!

Senti medo, confesso. Neste mundo material, não tenho, nem nunca tive, padrinhos políticos nem parentes poderosos…! Entao… como ousaria uma candidatura a um cargo eletivo que historicamente pertenceu a um punhado de famílias que se alternam nas cadeiras, passando de pai para filho, de marido para mulher… ?!

Porém, o próprio sistema me obrigou a ter coragem!

Percebi que, de fato, tudo é política, inclusive a escolha de um comandante geral de uma corporação, que, segundo a legislação em vigor no Brasil, é feita pelo Governador do Estado. E se o oficial não estiver alinhado a alguma corrente política partidária, jamais será Comandante Geral de sua corporacao! Certamente, eu nunca o seria!

Então, analisei o convite de 11 (onze) siglas partidárias, e, em 2018, concorri a Deputada Federal. Para surpresa de muitos, foram quase 26 mil votos espalhados em 214 municípios piauienses, dentre os quais, quase 14 mil só em Teresina. Fui a 16ª mais bem votada no geral e a 6ª na capital. Uma honra inestimável para uma mulher que não teve apoio de um vereador sequer, muito menos de prefeitos ou deputados, senadores ou governador!

Entao, vi que as coisas estão mudando. Foram quase 26 mil pessoas que não se venderam, nem se deixaram levar por falsas promessas e que queriam uma mudança pra valer!

Confesso que tive esperanças de ser eleita, mas sabia que o sistema é rico e cruel demais para que eu pudesse conquistar uma cadeira no Congresso Nacional. Não foram poucas as pessoas, durante a campanha, relatando pressões ou propostas para que não votassem na Major Elizete. Algumas vezes, fiquei triste… Mas só em mostrar que as pessoas estão acordando em nosso estado, já fiquei extremamente satisfeita!

Se analisarmos bem, tive quase a mesma quantidade de votos de muitos apadrinhados, ricos, que exerciam cargos importantíssimos durante muitos anos… e mais votos do que outros que já foram deputados, alguns que estão vereadores da capital… e que não chegaram nem perto da votação que conquistei.

Entao, é por essas razoes que não poderia desistir. Se tudo é política, que possamos fazê-la com responsabilidade para a sua função primordial! O passo mais importante, neste momento, é conscientizar o eleitor de que ele é o tijolo mais importantes nessa construção de um mundo melhor. Sem o eleitor, nenhum dos que aí estão poderão permanecer no poder, nem outros poderão substituí-los.

Acorde, é você que está lendo este artigo que pode, de fato e de direito, fazer a mudança que tanto precisamos!

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