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06/12/2019 10h48
Por: Bruna Sampaio

Cientistas criam anticoncepcional de dose única mensal

Cientistas descobriram como driblar os ácidos do estômago e fazer com que a droga dure mais tempo

Scattered Pills on pink background , Medicine concept (Altayb/Getty Images)
Scattered Pills on pink background , Medicine concept (Altayb/Getty Images)

Tomar pílula anticoncepcional com a regularidade correta não é algo fácil. Para ter o efeito pleno, a mulher precisa lembrar de engolir um comprimido todo dia, exatamente no mesmo horário. Resultado? Muitas esquecem e atrasam o ritual. Por essas e outras, 9% das mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais engravidam todos os anos.

Agora, pesquisadores do MIT e do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um contraceptivo oral que deve ser tomado apenas uma vez por mês, o que pode reduzir gravidezes indesejadas. É verdade que anticoncepcionais mensais já existem – mas, até agora, todos eram da forma injetável, o que não é confortável para todas as mulheres.

A tarefa de desenvolver um suprimento mais duradouro de hormônios que seja consumido de forma simples, como uma pílula, existe há tempos. Mas o estômago se provou um grande inimigo dessas pretensões: qualquer coisa que ingerimos vai direto para um mar de ácidos (o suco gástrico), que corrói tudo o que humanos costumam engolir. Qualquer tipo de medicação oral, como os anticoncepcionais convencionais, por exemplo, é dissolvido rapidamente por lá e direcionado para ser expelido do corpo. É por essa razão que as mulheres precisam tomar uma pílula todos os dias.

A nova pílula mensal, um método menos invasivo que as injeções, pode trazer o mesmo resultado. Tudo porque os cientistas descobriram como driblar os ácidos do estômago. O pulo do gato foi colocar o contraceptivo em uma cápsula revestida de gelatina, que consegue permanecer no estômago após ser ingerida, e gradualmente libera a droga.

Essa ideia não veio do nada: em estudos anteriores, a mesma equipe já havia testado cápsulas carregadoras de drogas contra doenças como a malária, tuberculose e até o vírus HIV. Mas, para fazer a nova pílula contraceptiva durar de três a quatro semanas no interior do organismo, cientistas precisaram utilizar materiais mais resistentes do que os usados ​normalmente.

Para testar possíveis candidatos, os pesquisadores colocaram as pílulas em fluido gástrico simulado. Assim, descobriram quais tipos de polímeros seriam mais adequados à tarefa de não dissolver e ir liberando a droga aos poucos.

Até agora, a alternativa não foi testada em humanas – apenas em 6 porcas. Mas, nos experimentos com animais, ficou claro que as cápsulas poderiam liberar a droga a uma taxa razoavelmente constante por até quatro semanas, mantendo a mesma concentração do medicamento no sangue que uma dose diária de anticoncepcionais normais. Quem ficou empolgada com a ideia, porém, ainda precisará aguardar um bom tempo para contar com a tecnologia. Segundo os pesquisadores, é pouco provável que os testes em humanos comecem antes de 2021.

Fonte: Superinteressante
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