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16/12/2019 11h25
Por: Bruna Sampaio

Pintar ou alisar o cabelo pode aumentar o risco de câncer de mama

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um estudo feito com 46 mil mulheres e publicado neste mês nos Estados Unidos apontou uma relação entre o uso de química para pintar ou alisar o cabelo com o câncer de mama. Entre as participantes negras, o risco de desenvolver o tumor foi seis vezes maior do que entre as brancas.

Mulheres afro que pintam o cabelo apresentaram uma chance 45% maior de ter câncer de mama do que aquelas que não têm a prática. A taxa chega a 60% quando a aplicação é realizada uma ou mais vezes em um período de cinco a oito semanas. Nas mulheres brancas, o risco de ter o tumor foi aumentado em 7%.

Antes de cancelar a ida ao salão é preciso entender o que esses índices significam. Baixar PDF, a pesquisa foi feita com mulheres que tinham irmãs com câncer de mama. Ainda que a maioria dos casos da doença não tenha fatores hereditários, não se pode desconsiderar que quem tem histórico familiar tem mais risco de ter a doença, ressalta Stephen Stefani, oncologista do Hospital Mãe de Deus e do Grupo Oncoclínicas. Estima-se que de 5% a 10% dos casos de câncer de mama sejam herdados.

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-Quando falamos em risco relativo, é possível que, mesmo aumentado, o risco absoluto continue baixo - observa Stefani.

Por exemplo: no Brasil, cerca de uma em cada nove mulheres vão desenvolver um tumor invasivo na mama. Aumentar esse risco em 60% significa que a chance de ter a doença passaria a ser de 1,6 em cada nove.

Doença multifatorial

Participaram do estudo mulheres com idades entre 35 e 74 anos, informação importante de ser considerada já que, quanto mais idade, maior a chance de desenvolver a doença. De acordo com reportagem da Newsweek, não está claro nem para os autores do estudo o que explica as variações entre as raças. Mas eles sugerem que a resposta possa estar relacionada a diferenças nos produtos feitos para a população negra, que, segundo pesquisas anteriores, teriam níveis mais altos de substâncias químicas associadas ao surgimento de câncer.

Stefani alerta que, apesar da importância do estudo em apontar essa associação entre as substâncias químicas presentes no produtos e o câncer de mama, não se trata de uma relação de causa e efeito. Isso significa que podem haver outras variáveis envolvidas que não foram consideradas. O médico ressalta que o risco apresentado pela pesquisa é menor do que a obesidade.

-Comportamentos de risco não podem ser sinal de pânico. Pesquisas como essa servem para chamar a atenção para as pessoas se esforçarem ao máximo para se colocarem na categoria de pessoas com menos risco - afirma o médico.

É importante lembrar que o câncer é uma doença multifatorial. Stefani compara com as medidas tomadas para tornar segura uma viagem de carro:

-É preciso revisar o veículo, respeitar os limites de velocidade, prestar atenção na estrada etc. Neste caso, podemos até trocar um carro velho para reduzir as chances de acidentes. Já o nosso corpo é um só.

Fonte: Gauchazh
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