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18/12/2019 17h20
Por: Bruna Dias

Mão formigando pode ser diabetes, hipotireoidismo e até carência vitamínica

Alfinetes e agulhas. É assim que, na língua inglesa, as pessoas se referem àquela sensação de formigamento que sentimos nas mãos ou nos pés quando ficamos muito tempo em uma mesma posição, bloqueando, de alguma forma, a circulação sanguínea. De fato, parece que estamos sendo picados por centenas de pequenos objetos pontudos. Na maioria das vezes, o desconforto passa logo, mas pode acontecer de ele ser um sinal de alerta que merece atenção.

Conhecido entre os médicos como parestesia, o formigamento pode também ser descrito como perda de sensibilidade (hipoestesia), dormência, queimação ou coceira. Quando esse sintoma não passa, pode sinalizar a presença de alguma doença neurológica, ou indicar problemas relacionados aos nervos. Estes são encarregados de levar as sensações das várias partes do seu corpo para o cérebro, por meio da medula espinhal. Quando algo impede esse percurso, a parestesia se manifesta.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Neurologistas e neurocirurgiões são considerados os especialistas que têm chance de melhor investigar e tratar esse tipo de queixa, especialmente porque são treinados para avaliar os nervos periféricos e os seus níveis de sensibilidade. Contudo, clínicos gerais, reumatologistas e ortopedistas também podem examiná-lo. Para saber qual é a hora certa para procurar ajuda especializada, observe as características do sintoma. Se ele persistir ou demorar para passar, procure um médico. 

Como reconhecer o sintoma

Além das situações acima descritas, a alteração de sensibilidade pode ser acompanhada por:

Perda de força muscular;

Aumento da transpiração;

Alteração da coloração da pele;

Dor.

Em geral, isso acontece nas extremidades, como as mãos, mas pode afetar outras partes do seu corpo. 

Por que você não deve desprezar esse sintoma? 

A parestesia pode ser uma pista para uma enfermidade mais grave. Diagnosticá-la precocemente pode fazer diferença na evolução da doença. Além disso, "nos tratamentos precoces a melhora do quadro tende a ser mais satisfatória do que em casos em que o sintoma se tornou crônico", alerta Fernando Herrero, docente da divisão de cirurgia de coluna do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP-USP. 

Quem está mais suscetível ao problema

Todas as pessoas podem ser acometidas pela perda de sensibilidade temporária, independentemente de seu gênero ou idade. Porém alguns grupos poderão apresentar o sintoma com maior frequência. Confira:

Pessoas com diabetes;

Pessoas com hipotireoidismo;

Pessoas com carências vitamínicas, principalmente a vitamina B12;

Pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos;

Pessoas que realizam movimentos repetitivos com as mãos ou braços;

Pessoas com artrose na altura do pescoço.

O que você pode fazer para evitar o problema?

Quando o formigamento é do tipo transitório, você deve movimentar as mãos ou livrar-se de alguma roupa ou acessório que possa estar comprimindo seus braços ou seu corpo. Você também pode reduzir as chances de sentir esse desconforto colocando em prática as seguintes estratégias:

Reduza o risco de ter problemas no pescoço ou na coluna, ou seja, tenha cuidado ao levantar pesos; evite movimentos repetitivos; faça pausas durante o trabalho; evite má postura; 

Controle o diabetes;

Evite o consumo excessivo de álcool;

Esteja atento à alimentação para evitar deficiências vitamínicas, especialmente a B12, relacionada à saúde do sistema nervoso. Caso suspeite que este é seu caso, fale com um médico sobre a eventual necessidade de adequação da dieta ou suplementação.

Fonte: Uol
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