Domingo, 27 de setembro de 2020
86 9 9834-2372
Receba notícias pelo WhatsApp WhatsApp
Educa Mais Full Banner
Geral - Contaminação

Postada em 03/02/2020 ás 11h36 - atualizada em 03/02/2020 ás 11h53

Publicada por: Francine Dutra

Juiz morre com suspeita de intoxicação por cervejas
A vítima é titular da 28ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho
Juiz morre com suspeita de intoxicação por cervejas

Foto: Reprodução

Mais uma vítima internada com a suspeita de ter sido intoxicada após ingerir cervejas da empresa mineira Backer morreu, aumentando para cinco o total de mortes decorrentes da contaminação do produto por substâncias tóxicas.

A vítima é o juiz titular da 28ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, João Roberto Borges, 74 anos. Ele estava internado no hospital Madre Tereza, também na capital mineira. Seu corpo será necropsiado no Instituto Médico Legal (IML). Em comunicado interno, a presidência do TRT-MG manifestou condolências à família de Borges, e aos servidores das varas onde ele atuou.

Ao menos 29 pessoas apresentaram os sintomas de intoxicação por dietilenoglicol, o produto encontrado em amostras de cervejas Backer analisadas por peritos da Polícia Civil de Minas Gerais. Tóxico, o dietilenoglicol costuma ser usado em sistemas de refrigeração, devido a suas propriedades anticongelantes. Exames realizados pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil também apontaram a presença de monoetilenoglicol na linha de produção.

Todos os pacientes apresentaram sintomas semelhantes: insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem ter provocado paralisia facial, borramento visual ou perda da visão, alteração sensório ou paralisia, entre outros sintomas. Exames acusaram a presença da substância dietilenoglicol no sangue de ao menos três pacientes internados.

Desde que seus produtos passaram a ser apontados como prováveis causadores do que, inicialmente, foi tratado como uma síndrome nefroneural de origem desconhecida, a Backer nega usar dietilenoglicol ou monoetilenoglicol em seus produtos.

Devido às suspeitas, a cervejaria foi interditada e a comercialização de seus produtos está suspensa. Até o último dia 28, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já havia identificado 41 lotes de diferentes rótulos de cervejas produzidas pela Backer com a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar eventual responsabilidade criminal pelo caso. Além disso, o Ministério da Agricultura e órgãos estaduais apuram a responsabilidade administrativa da empresa pela contaminação de seus produtos.

Fonte: Agência Brasil

R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
TV R10

»

Jornal Portal R10

»

São Gonçalo do Piauí Por Francisco Myller

Campeonato São-gonçalense de futebol volta sem público no estádio

Blog do Lucão (Timon e Região dos Cocais) Por Lucas Stefano

Aquecimento do mercado imobiliário em Timon foi destaque no PI TV 2ª edição

São João do Arraial-PI Por Leônidas Silva

Homem morre após colisão com animal na BR 222 em São João do Arraial

São José do Divino Por R10 municípios

MPPI expede recomendação a partidos políticos e candidatos de S. José do Divino

Piracuruca Por Valdecir Lima & Larícia Castro

MPPI expede recomendação a partidos políticos e candidatos de Piracuruca

Mais lidas da semana

»

© Copyright 2020 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium