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Esportes Crítica
28/03/2020 11h34 Atualizada há 8 meses
Por: Francine Dutra

Ecclestone diz que cancelaria Fórmula 1 em 2020 se ainda chefiasse

Britânico de 89 afirma que o exemplo das Olimpíadas deveria ser seguido.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone disse, em entrevista à agência Reuters, que mantém "poucas esperanças" de que haja Fórmula 1 em 2020 devido à pandemia do coronavírus e disse que ele já declarou "fim de jogo". O britânico, que ficou praticamente quatro décadas à frente da categoria, falou que, se fosse ele, teria cancelado a temporada e disse que não vê chances de que o GP da Inglaterra aconteça em julho.

"O que eu faria hoje? Eu acho que teria que dizer a todos que encerraríamos as corridas esse ano. Essa é a única coisa que você pode fazer com segurança para todo mundo, para que ninguém comece a fazer arranjos tolos que talvez não possam acontecer. É o que precisaram fazer com as Olimpíadas, é claro. É lamentável, mas é assim que é", comentou, fazendo referência ao adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio de 2020 para 2021.

A Fórmula 1 disse que espera fazer uma temporada reduzida com 15 a 18 corridas ao todo, começando em algum momento no verão - a partir de junho - mas Ecclestone, que desenhou esse calendário por anos até que saiu da linha de frente da categoria em 2017 - se mostrou pessimista com esse cenário.

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"Eu ficaria muito, muito, muito surpreso se eles conseguissem. Eu espero que consigam. Realmente espero. Eles poderiam fazer três ou quatro corridas no início do ano que vem contando ainda como o campeonato de 2020. O problema é onde você vai fazê-las que as equipes possam comparecer e os promotores queiram fazer essas corridas. O grande problema é fazer com que os promotores queiram realizá-las", disse.

Ecclestone lamentou ainda pelas pessoas terem que "tomar decisões sem saber quando a crise vai acabar".

"Se você acreditasse no nosso homem na América, (presidente) Donald (Trump), ele diz que tudo vai ficar OK. Eu não tenho certeza. Talvez ele tenha uma informação que não tenho", acrescentou.

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Os organizadores do GP de Monaco já cancelaram a corrida, fazendo com que 2020 seja a primeira temporada em 66 anos sem a tradicional etapa. A Austrália, que abre o calendário, também foi cortada definitivamente. A Fórmula 1 começou o ano anunciando um calendário com recorde de 22 corridas agora precisa remarcar seis - Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha e Azerbaijão.

Mais corridas devem ser adiadas. No Reino Unido, todos os esportes a motor foram cancelados até o fim de junho. Portanto, o GP da Inglaterra, que é em julho, corre muitos riscos de não acontecer. Antes disso, etapas no Canadá, França e Áustria, que travam suas próprias batalhas contra a doença, estão marcadas no calendário inicial, mas dificilmente ocorrerão.

"Silverstone (GP da Inglaterra) não pode acontecer, com certeza."

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Apesar do tom pessimista, Ecclestone encerrou a entrevista falando que tudo isso poderia ser uma oportunidade para empresa americana que detém os direitos da F1.

"Seria uma boa oportunidade para a Liberty Media de realmente ter o controle de tudo, assumir o controle de todos os promotores e cortar custos imediatamente para as equipes, então eles precisariam de 70 pessoas ao invés de 700", afirmou.

Fonte: GE
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