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Postada em 30/03/2020 ás 11h38

Publicada por: Bruna Sampaio

Entenda o que é sexo químico e os riscos que ele traz
Prática consiste em apenas fazer sexo sob o efeito de substâncias psicoativas
Entenda o que é sexo químico e os riscos que ele traz

FOTO: GETTY IMAGES

Em tempos de maior liberdade e aceitação sexual, as pessoas têm inovado seus repertórios e experimentado coisas novas na cama. Porém uma destas experiências tem preocupado os especialistas da área da saúde: o sexo químico.

Conhecido também como chemical sex ou chemsex, o ato consiste em engatar comportamentos sexuais estando sob o efeitos de psicoativos. Em alguns casos, o sexo não chega mais a ser feito “sóbrio”, e as pessoas só transam após usarem drogas.

De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, o principal motivo das pessoas se arriscarem na prática é porque querem ter novas sensações. “O sexo tem seu grau de reforçamento, mas quando você está sob o efeito de certas substâncias, aparecem questões como maior sensibilidade e até mesmo alucinações, que potencializam o momento”, explica.

Quais os riscos?

Por mais interessante que possa parecer, o sexo químico pode ser prejudicial para quem o pratica. No momento da prática, pode inibir alguns sensos importantes, como os de perigo e responsabilidade. “Isso pode fazer com que as pessoas se envolvam em situações de risco, como a não utilização da camisinha”, exemplifica.

O especialista também faz um alerta para os perigos psicológicos, já que as substâncias podem desencadear alguns problemas. “Há pessoas com maior tendência a desenvolver determinados transtornos de personalidade, entre outras psicopatologias complicadas que são favorecidas pelo uso de psicoativos, como a esquizofrenia”, diz.

Sexualidade comprometida

A sexualidade das pessoas envolvidas também pode ser desfavorecida com o chemsex, podendo ocorrer o vício na prática e a consequente perda de interesse no sexo convencional.

“Quando utilizamos artifícios mais reforçadores que o sexo em si, podemos perder o grau de reforçamento do sexo primário. Isso pode desencadear problemas de excitação e dificuldades de chegar ao orgasmo sem a presença de um psicoativo”, adverte.

Se isso acontecer, existe tratamento. Mas André garante não ser um processo fácil. “A primeira coisa a se fazer é parar de usar, não somente para o sexo, mas para as questões psico e fisiológicas. Depois o trabalho passa a ser no reforço do repertório sexual e no sexo sem químicos”, explica.

Novas sensações (naturais)

Ainda que os psicoativos façam coisas que o organismo humano não consegue por si só, é bem possível conseguir novas sensações e inovar na cama de forma natural.

O segredo está no repertório sexual das pessoas, e no quanto elas estão dispostas a conhecer o próprio corpo e o do(a) parceiro(a), quebrar alguns padrões e entender outras formas de prazer além da convencional.

“A grande questão é que nosso repertório fica tão estrito que passa a não ter mais o reforçador que tinha antes”, justifica. Para finalizar, o psicólogo dá a dica: trabalhe isso, estude, leia sobre e tente coisas diferentes. Assim rompemos crenças que, muitas vezes, nos deixam travados na cama”, afirma.

 

Fonte: Metrópoles

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