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Política Presidente
10/02/2018 08h50
Por: Redação

Polícia Federal deve pedir arquivamento de investigação sobre Temer

Foto:Alan Santos
Foto:Alan Santos

Segundo informação divulgada nessa sexta-feira (9) pela agência de notícias Reuters, a Polícia Federal deve recomendar que a investigação sobre o envolvimento do presidente Michel Temer com propinas no Porto de Santos seja descontinuada.

O presidente Temer teria facilitado, ainda em 2017, a concessão de áreas do porto para a administração da empresa de logística Rodrimar SA. O Porto de Santos é o maior porto da América Latina.

Segundo as informações divulgadas pela Reuters, a afirmação teria sido feita pelo Diretor Geral Fernando Segovia, em entrevista à agência. Segovia apontou que as investigações não seguirão devido à falta de evidências.O Diretor da PF afirma que não se pôde provar que houve pagamento de propina por parte da Rodrimar para garantir a extensão, via decreto, dos contratos de concessão e arrendamento portuários. O decreto foi assinado por Temer em maio de 2017.

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Essa é a única investigação em curso contra o presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação foi requerida pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segovia afirmou à Reuters que não há quaisquer indícios de que o decreto editado pelo presidente beneficiou a Rodrimar. Segundo o diretor a empresa não tinha como se beneficiar de concessões posteriores a 1993, período atingido pelas mudanças do decreto.

"O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que dessa base de ter uma corrupção", afirmou à agência.

Para ele, a interceptação de uma conversa entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, o que seria a "principal prova obtida no inquérito", não mostra concordância de Temer com o suposto benefício.

"Então, assim, os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente, porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa", disse Segovia.

A investigação apurava a suspeita de que Michel Temer teria recebido propina, por meio de Rocha Loures para liberar a concessão à Rodrimar. Tanto Rocha Loures, quanto Temer já depuseram no inquérito e negaram as acusações. 

Já Rocha Loures chegou a ser preso em outra investigação após ser flagrado pela própria Polícia Federal carregando uma mala de dinheiro pago por um executivo da JBS. Já solto, ele é monitorado por tornozeleira eletrônica e é réu no caso.

Fernando Segovia assumiu o cargo em novembro de 2017, já durante o governo de Temer. Para ele, os depoimentos colhidos não comprovam os crimes.

"No final a gente pode até concluir que não houve crime. Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos as pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo de corrupção, não há indícios de realmente de qualquer tipo de recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas afirmações que levem realmente a que haja um crime", disse.

Na entrevista, ele ainda afirmou que há questões em aberto na investigação e que nos próximos três meses a investigação chegará ao fim.

Fonte: Noticias ao Minuto
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