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Geral - Veja

Postada em 05/04/2020 ás 11h50

Publicada por: Bruna Sampaio

5 cuidados com carro que vão evitar prejuízo no curto prazo
Há alguns cuidados do carro prejudiciais ao seu bolso em caso de negligência
5 cuidados com carro que vão evitar prejuízo no curto prazo

Foto: reprodução

Você gosta de perder dinheiro com carro?  Ainda que questões como a manutenção básica sejam bastante faladas por aí e até decoradas item por item, há outros cuidados do carro igualmente prejudiciais ao seu bolso em caso de negligência, que muitos não percebem, mas estão ainda mais próximas da suas próprias realidades.

Do mesmo modo que não adianta nada você gastar rios de dinheiro no celular mais tecnológico do mundo (se esse alguém fica derrubando no chão e deixando cair todos os tipos de líquido em cima), esqueça a ideia de que o seu carro durará para sempre porque está com a manutenção em dia, ou em caso quebra, que a culpa é do carro porque ele não presta. Na verdade, muitas vezes culpa é do cidadão atrás do volante, que não se atenta aos cuidados do carro .

1- Carros também acordam do sono profundo

Depois de horas que o carro está desligado, todos os fluidos estão frios e nas partes mais baixas dos conjuntos mecânicos, devido à gravidade. Por isso, mesmo que as bombas de água e óleo comecem a funcionar desde a partida, os fluidos do motor e da transmissão ainda não tiveram o seu tempo para cobrir todas as peças, e assim, garantir um funcionamento adequado, sem grandes esforços.

Desse modo, ligue o carro antes mesmo de botar o cinto, acertar o rádio, arrumar os seus pertences antes de sair e de fazer outras coisas relacionadas. Esse tempinho que o motor está ligado é mais do que o suficiente para os fluidos circularem e você começar a rodar - mas só para começar a rodar.

Isso porque, ao sair com o carro, ele ainda estará em seu processo de aquecimento, longe da temperatura ideal de funcionamento. Logo, não imponha o ritmo normal de uso antes de atingir uma temperatura entre 80 e 90°C. Isso poupará o motor e o câmbio de terem que suportar maiores atritos em seus movimentos, que por sua vez prolongará o desgaste das peças relacionadas.

2- Se animais pedem delicadeza, os carros também

Como você trata alguém que ama? Pense nisso antes de sair com seu carro da sua vaga. Não há qualquer outro proprietário mais cuidadoso com sua máquina do que Irv Gordon, que já rodou com seu Volvo, de 1966, mais de 4,8 milhões de quilômetros, marca que atingiu em 2013. Entre os itens sobre como conseguiu a façanha (suficiente para ir e voltar da Lua seis vezes), além do fato de que o projeto do carro é bastante robusto e que todos os tempos de manutenção são seguidos com seriedade, o americano aposentado salienta que a chave é guiar o carro o mais suavemente possível.

Acelerações bruscas forçam os coxins de câmbio e motor, antecipa o desgaste das engrenagens do câmbio, pneus, correias do alternador e comando(s) de válvulas (devido ao esticamento delas, resultado do aumento repentino do torque), além de gerar tensão sobre a carroceria, o que aumenta o estresse sobre o sistema de suspensão.

Além disso, a possibilidade de você precisar desacelerar o carro mais vigorosamente em seguida se torna mais provável. Ao fazer isso, o desgaste nas pastilhas e discos de freio (ou sapatas dos tambores) é maior, bem como, novamente, o estresse nos pneus e sistema de suspensão, que antecipará a vida útil das bieletas, bandejas, homocinéticas, amortecedores entre outros itens.

Isso sem falar de trocas de marcha agressivas (que força o trambulador e até compromete a saúde do sincronizador e outras engrenagens relacionadas ao câmbio), puxadas raivosas do freio de mão (que esticam desnecessariamente o cabo de acionamento e, assim, antecipa as folgas no sistema) e curvas violentas, que torcem o carro lateralmente e resulta em efeitos similares às acelerações e freadas bruscas, mais as folgas na caixa de direção.

3- Embreagem é sensível como ovos

Para quem não sabe, existe um espaço à esquerda do pedal de embreagem para colocar o pé. Por isso, não se deve encostar nele se não for para trocar de marcha ou partir do zero.

Quando se descansa o pé no pedal, por menor que seja a pressão exercida, ela já é o suficiente para gerar desgastes prematuros nas pastilhas de embreagem e rolamento, o que pode até levar a um superaquecimento no sistema. E é aí que mora o perigo, uma vez que os materiais têm a possibilidade de perder suas propriedades físicas e isso levar a uma perda acelerada de eficiência e durabilidade.

Além disso, com as mesmas consequências, o que acontece em muitos casos é o motorista, em subidas íngremes, segurar o carro pela embreagem e intercalar com o acelerador para não ele descer. Um pouco disso na hora da saída é normal, até porque ninguém quer morrer o carro e nem sair fritando pneu, mas o problema é quando esse processo leva muito tempo.

Em situações assim, o recomendado é se firmar no freio de mão e só depois executar o procedimento correto de saída em ladeira, que até pode queimar um pouco de embreagem, mas nada longe do projetado para a peça.

4- Se nós precisamos dormir direito, os carros também

Para ser bem direto ao ponto: não apóie os pneus em guias, não pare em ladeiras íngremes com os pneus virados e não use só o freio de mão nelas. Ou seja: saiba como estacionar o seu carro, do mesmo modo que todos os procedimentos ideais antes antes de ir dormir.

Enquanto que o último item força o cabo do freio de mão, o que leva a folgas no sistema e uma sucessiva perda de eficiência dele, o restante compromete, respectivamente, a boa forma dos pneus (que poderão formar as bolhas - que arrebenta o pneu em caso de estouro - ou achatar em certas áreas, o que leva ao desbalanceamento deles e, assim, o sistema de suspensão trabalha forçado) e sobrecarga das juntas de homocinética e pontas de eixo, a longo prazo.

5- Já parou o carro? Basta desligá-lo

Apesar disso ser óbvio para muitos, os mais antigos podem ainda não ter largado o vício dos carros carburados. Isso porque, com eles, você depende de manter sempre uma reserva de combustível na cuba do carburador para o motor dar a partida sem muitas tentativas. Entretanto, com o advento das injeções eletrônicas, hoje isso já não acontece mais - a não ser para os carros com álcool no tanque, que em dias um pouco mais frios ou com o motor em temperatura ambiente, podem demorar à pegar. Mas aí é preciso um pouco de paciência mesmo - e, por isso, já não é mais necessário acelerar antes de desligar o carro.

Qual é o grande problema para o seu carro quando se acelera antes de desligar então? Para um carro aspirado, os danos não são muito expressivos (apesar de muitos manuais recomendam que se diminua o ritmo de funcionamento do motor minutos antes de desligá-lo), entretanto, para um carro turbo, isso é péssimo.

O motivo? O turbocompressor é uma peça móvel, tal como o próprio motor, e por isso também recebe lubrificação. Entretanto, dependendo da turbina, ela tem capacidade de rotacionar até 300 mil rpm, o que significa que, após o desligamento do motor, ela continuará em atividade, sem lubrificação.

Assim, este hábito fará com que a peça cada vez mais perca a sua eficiência - com menos capacidade de entregar potência e economia de combustível - e tempo de vida. Logo, depois de algum tempo submetida a um funcionamento irregular por acelerar o carro antes de desligar, a sua durabilidade se comprometerá por completo, até que seja necessário uma retífica de turbina, que custará entre  R$ 800 e R$ 1200, dependendo do valor da mão-de-obra. Antes de pensar em qualquer atitude suspeita ao dirigir, pense duas vezes para garantir os cuidados do carro ideais.

 

Fonte: Carros - iG

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