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Willian Tito Jornalista, radialista e redator publicitário apaixonado pelas letras. Comunicador há 35 anos.

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Geral - Pandemia

Postada em 08/04/2020 ás 16h11 - atualizada em 23/04/2020 ás 10h33

Publicada por: Willian Tito

BASTA FAZER O ÓBVIO
Defender o SUS é dever de todos
BASTA FAZER O ÓBVIO

Campanha em defesa do SUS

 

O enfrentamento a pandemia que se alastrou pelo mundo e não dá sinais de refrega, exigindo um vigilância diuturna e reforçada, vai ensinando lições dolorosas à comunidade mundial. Tais como o investimento em saúde pública, que precisa ser posto em patamar de prioridade absoluta em todos os níveis. Desde a atenção básica até a alta complexidade, a população carece do acesso seguro.

As limitações estabelecidas pelos lobbies, que travam uma guerra para consolidar a privatização do setor, expôs a sua fragilidade com o inimigo microscópico. O insólito novo coronavírus, invisível a olho nu, botou autoridades e população para enxergar ampliadamente que a enfermidade de um pode comprometer a saúde de todos.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no terceiro mandato de deputado federal (DEM/MT), vestiu o colete do Sistema Único de Saúde – SUS, mas é apontado como defensor dos interesses dos planos de saúde. O confronto supostamente contrariado foi planificado pela dura realidade pandêmica. O médico ortopedista vê de perto a fratura exposta na saúde pública e vê-se obrigado a correr atrás dos insumos e equipamentos necessários para fazer frente ao avanço avassalador da covid-19.

O ministro Mandetta vestiu o colete do SUS

Sua habilidade com as palavras também tem refletido nas ações prudentes e habilidosa ponderação para defender os protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. A ponto de enfrentar as insinuações heterodoxas expressadas pelo presidente Bolsonaro. Além da pressão para o afrouxamento do isolamento social, querem empurrar goela abaixo uma dose maciça de cloroquina como a terapia alopática que vai salvar a todos. Mesmo que os estudos científicos não apontem sem sombra de dúvidas que a medicação tenha a resolutividade determinante, conforme tentam resguardar os seus entusiastas.

A comunidade mundial só vai vencer a guerra e exterminar o vírus quando considerar alguns pontos emergenciais. Além do investimento na ampliação do número de leitos com a tecnologia da medicina de ponta para assegurar a cura para a síndrome respiratória aguda grave, o setor deve aplicar recursos para os devotados profissionais da saúde receberem na proporção de sua importância, risco e atualização de técnicas para manterem-se prontos para enfrentar as novas moléstias que flagelam o planeta. Não esquecendo da aplicação de recursos nos espaços físicos, que têm uma demanda crescente em contraponto a qualidade do serviço prestado.

O novo coronavírus é democrático

 

O primeiro ganha o paliativo dos hospitais de campanha que são levantados a toque de caixa, na urgência estabelecida pelo volume crescente de contágios. Neste caso, nenhum país mostrou-se preparado e todos os sistemas de saúde mundo afora são confrontados com os números acelerados de infectados em detrimento da capacidade de suportar o ritmo de atendimentos.

Os demais pontos devem ser revistos quando a pandemia passar. Pelo menos a primeira onda, que só terá garantia de sossego quando a vacina chegar. Depois dessa tragédia mundial, resta aos governos correr contra o tempo para estar preparado para uma próxima, que pode ser mais apocalíptica. E não há alarmismo nem exagero. A realidade quanto a possibilidade de novas pandemias é ululante.

É algo que já não sabíamos? Lógico que sim. Está mais do que claro que o sucateamento do SUS tem propósitos bem urdidos para a privatização, que ganhava consistência em discursos, defesas e proposições planejadas cuidadosamente para incutir a ideia na cabeça da população. O vírus também infectou o conceito. Pelo menos por enquanto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já fala em investir maciçamente em saneamento quando a pandemia passar. Não disse como, mas já é um alento. Especialmente se o que diz tiver um alcance amplo para o que seja sanear como política pública.

Imagem de campanha do Conselho Nacional de Saúde

 

Defender a saúde pública é obrigação de todos. Quando o imponderável mostra as suas garras, somos nivelados ao mesmo plano. Ricos e pobres, de todas as etnias, de toda e qualquer região geopolítica estamos vulneráveis a ação desestabilizadora de algo minúsculo, com consequências gigantescas. O vírus é democrático. Não tem muito segredo para termos dias menos assustadores quando nos depararmos com o inexorável. O grande ensinamento do novo coronavírus para o setor da saúde é que basta fazer o óbvio.

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