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09/04/2020 23h33 Atualizada há 8 meses
Por: Cristina

Como os pets nos ajudam a combater a solidão

Eles transmitem a sensação de segurança e bem-estar.

Como os pets nos ajudam a combater a solidão

Que os animais de estimação são excelentes companheiros todos já sabem, não é à toa que os cães são conhecidos como “o melhor amigo do homem”. Eles transmitem a sensação de segurança e bem-estar, além de nos ajudar a lidar melhor com o estresse, a ansiedade e a depressão.

Uma pesquisa realizada pela Mars Petcare, maior empresa de alimentos e cuidados para pets do mundo, e o Human Animal Bond Research Institute (HABRI), em 2019, nos Estados Unidos, comprovou como a interação com os pets pode ser benéfica para os seres humanos, principalmente quando é relacionada ao isolamento social, a solidão e suas consequências.   

Dela participaram tutores e não tutores de pets e os resultados evidenciaram que cerca de 26% dos entrevistados entendem a importância dos animais para a saúde mental. Além disso, 80% dos entrevistados que possuem pets confirmaram que eles se sentem menos solitários por terem a presença de seus animais. 1 em cada 4 tutores de animais também declarou ter tomado a decisão de ter um pet por reconhecer os benefícios desta relação para a saúde mental.

No Brasil, a realidade não é diferente, principalmente neste momento de isolamento social em que muitas pessoas estão sozinhas em casa, se adaptando com uma nova rotina.

Um exemplo disso é o Gerente de Marketing Rafael Cruz, morador de São Caetano do Sul/SP e tutor de duas cadelas sem raça definida, Amora e Cacau. Para ele tem sido uma fase de extrema preocupação, mas a presença das duas em casa faz tudo ficar mais leve. “Eu considero que nós nos cuidamos. Eu cuido delas com os cuidados básicos necessários e elas cuidam de mim emocionalmente. Acredito que a interação social é um ponto importante para o bem-estar pessoal, mas os momentos de introspecção, de entendimento e aprendizado com tudo o que está acontecendo, também fazem parte. Nestes momentos estar com “as meninas” é ter companhia para esta evolução individual”, declara ele.

Já Tabata Pinol, Jornalista residente em Belo Horizonte/MG, conta que está trabalhando de casa e que se não tivesse o Gregório, um Buldogue Francês de 5 anos, ela estaria trabalhando das 8h às 22h. “Com ele, faço pausas ao longo do dia, sento um pouco no sol, vamos até a calçada. Por conta dele me mexo mais e presto mais atenção na minha saúde. Sem ele neste momento eu estaria só trabalhando e ficando mais ansiosa.” Ela, que é paulista e está sem a família em Minas Gerais, vai completar 40 anos em breve e o Gregório será sua única companhia na comemoração. “É uma data redonda, queria muito estar com minha família, mas agora seremos só eu e meu pet aqui”, conta Tabata.

O Ator Matheus de Souza, morador da capital paulista, viu sua rotina mudar completamente de forma rápida e inesperada. Para ele, manter a saúde mental nos últimos dias tem sido tarefa complicada, porém a presença do Tobias, um Shih Tzu de 1 ano e 7 meses, tem sido essencial. “Ele é uma figura, sempre apronta alguma arte e me arranca boas gargalhadas, sem falar do amor e carinho que ele sente por mim. É algo surreal a capacidade que esses animais têm de amar. Além de me manter ocupado também com as tarefas relacionadas ao cuidado dele”, explica.

Todos os entrevistados concordaram sobre o quanto a convivência com os pets pode ser favorável, até mesmo no ambiente de trabalho. Mas alguns deles, como a Tabata e o Rafael, comentaram que não gostariam de perder o contato que estão tendo com seus pets agora quando a necessidade de isolamento social terminar. Para eles, a implantação de um sistema mais sólido e acessível de home office ou até mesmo horários mais flexíveis no trabalho podem ser medidas simples para isso. “Será ótimo voltar a conviver com outras pessoas, mas eu e ele sentiremos falta dessa convivência nossa”, diz Tabata.

Informações sobre a pesquisa:

A pesquisa, conduzida pela Edelman Intelligence em nome da HABRI e da Mars Petcare, em 2019, foi um questionário on-line de 30 minutos nacionalmente representativo, realizado nos Estados Unidos, para explorar o papel que a interação entre animais de estimação e humanos pode ter no tratamento do isolamento social e da solidão. Foi realizada com 2.036 entrevistados, incluindo 1.469 tutores de pets (72%).

Sobre o Instituto de Pesquisa em Ligações com Animais Humanos (HABRI) –

A HABRI é uma organização sem fins lucrativos que mantém a maior biblioteca on-line do mundo de pesquisa e informações sobre vínculos humano-animal; financia projetos de pesquisa inovadores para documentar cientificamente os benefícios para a saúde dos animais de estimação; e informa o público sobre a pesquisa de vínculo humano-animal e o papel benéfico dos animais de estimação na sociedade. Para mais informações, visite www.habri.org.

Fonte: MARS Petcare
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