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13/04/2020 09h22 Atualizada há 2 anos
Por: Hudson Magalhães

Planetas congelados poderiam se tornar habitáveis?

Um novo estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostra que um planeta pode tornar-se habitável, com água e outros líquidos em sua superfície, se for aquecido por radioatividade. Isso abre a possibilidade de que muitos planetas possam hospedar vida, segundo a pesquisa, publicada no periódico the Astrophysical Journal Letters.

A Terra, por exemplo, tem sob sua crosta e manto isótopos radioativos, que são átomos com excesso de energia nuclear. Entre outros fatores, a presença de urânio-238, tório-232 e potássio-40 (radionuclídeos) geram uma quantidade de energia que permite a vida no nosso planeta. E, de acordo com o novo estudo, alguns planetas, particularmente aqueles que se formam perto do centro da Via Láctea, também possuem quantidade suficiente desses isótopos radioativos para gerar calor e impedir que suas superfícies congelem totalmente.

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"Isso dá a liberdade de estar em qualquer lugar. Você não precisa estar perto de uma estrela”, diz Avi Loeb, astrofísico da Universidade Harvard e coautor do novo estudo, à revista Science. Loeb e Manasvi Lingam, astrobiólogo do Instituto de Tecnologia da Flórida, analisaram três fontes de calor para um planeta sem uma estrela como o Sol: o calor remanescente de quando ele se formou, o decaimento radioativo de isótopos de vida longa durante bilhões de anos e o decaimento radioativo de isótopos curta duração ao longo de centenas de milhares de anos.

Os pesquisadores descobriram que planetas com a mesma massa da Terra, mas com cerca de 100 vezes a abundância de radionuclídeos (isótopos radioativos), iam liberar calor suficiente para manter as substâncias líquidas por milhões de anos. Segundo Lingam, é improvável que a vida multicelular sobreviva a essa irradiação.

De acordo com a Sciece, o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para 2021, poderá identificar um planeta com essa virtude. Mas uma das câmeras do telescópio vai precisar de aproximadamente 10 dias para detectá-lo. "Existem tantas incógnitas", diz Lingam à publicação. "Nós não dissemos a última palavra."

Fonte: revista Galileu
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