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Geral - Piauí

Postada em 14/02/2018 ás 14h31 - atualizada em 14/02/2018 ás 18h25

Publicada por: Bruna Sampaio

Milhares de peixes morrem em afluente da Barragem Algodões
As imagens foram divulgadas por um morador do município de Curimatá.
Milhares de peixes morrem em afluente da Barragem Algodões

Foto: Reprodução

Milhares de peixes apareceram mortos no riacho Curimatá, um dos afluentes da Barragem Algodões II, localizada nos municípios de Júlio Borges e Curimatá. As imagens foram divulgadas por um morador do município de Curimatá.

Ronaldo Luz relata em rede social que todos os anos o desastre ambiental é registrado por falta de planejamento das autoridades competentes.

Veja a postagem na íntegra:

"A piracema é o período principal para a reprodução dos peixes, este fenômeno acontece todos os anos nas cheias dos rios e riachos do Brasil afora. Nesta época os peixes nadam rio acima para fazer a desova, um ciclo importantíssimo para reprodução das espécies. Durante os meses de outubro a fevereiro fica proibido a pesca com redes, enganchos e arpões, e caso haja desrespeito às leis ambientais o "pescador" pode pagar multa de R$ 1mil a R$ 100 mil reais, ou detenção previsto na Lei Federal n° 9.605, de 12 fevereiro de 1998.

O que ocorre? Todos os anos o maior reservatório do Extremo Sul do Piauí, a barragem de Algodões II, recebe água de dois afluentes que descem do lado oposto do município de Júlio Borges. Neste período, ocorrem as primeiras enchentes, onde os peixes sobem as cabeceiras dos riachos desovando.

No entanto, o que ocorrem todos anos em Júlio Borges, é um verdadeiro desastre ambiental, devido à falta de planejamento das Secretarias de Meio Ambiente Municipal, Estadual (SEMAR), IBAMA e Colônia dos Pescadores. À medida em que as águas dos riachos vão baixando os peixes não conseguem voltar e morrem aos milhares.

Não é a primeira vez que este fato acontece na região. Vale lembrar que todos são responsáveis, mas a "inércia maior," é das Colônias dos Pescadores da região, por serem conhecedores deste fenômeno que ocorre todos os anos, e nada é feito para evitar mortandade de peixes.

O desastre atinge diretamente os próprios pescadores, que tiram o seu sustento dos pescados. Medidas simples e sem alto custo poderiam ser feitas pela Colônia dos Pescadores para evitar a morte de tantos peixes. Como? Primeiro, colocar tela de proteção no riacho no baixar das enchentes, para evitar que os peixes subam mais; segundo, os pescadores disporem de caixas com águas para capturar os peixes e devolvê-los à barragem.

Como eu disse, medidas simples que poderiam evitar a morte de milhões de peixes!"

 

Fonte: Portal Corrente

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