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Willian Tito Jornalista, radialista e redator publicitário apaixonado pelas letras. Comunicador há 35 anos.

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Geral - Economia & Política

Postada em 23/04/2020 ás 12h10 - atualizada em 23/04/2020 ás 20h55

Publicada por: Willian Tito

ECONOMIA: O PRINCIPAL ATIVO É A VIDA
Regra geral é preservar a fonte que gera renda
ECONOMIA: O PRINCIPAL ATIVO É A VIDA

Quanto vale a vida? Pergunta que vai ficar sem resposta porque ninguém sabe respondê-la. E o que não tem resposta, assim como o que não tem remédio remediado está, respostado fica. Mesmo que não possa ser quantificado não significa que as estimativas desconsiderem a importância basilar que representa. Simples assim.

Partindo do conceito para ativo dentro do entendimento econômico: “Os ativos estão representados por todos os bens e direitos que uma instituição econômica possui e que possam ser valorizados em termos monetários”; a vida é precisamente o principal ativo que sustenta e movimenta a economia. Tudo é dela, por ela e para ela.

É inconcebível permitir-se minimizar que na crise pandêmica, a economia esteja sobrepujada em relação à vida. A economia só existe por causa dela e não o contrário. Pode existir economia sem vida? Claro que não. Agora inverta a pergunta. Pode existir vida sem economia? Claro que sim. A vida pode reinventar-se sem a economia da forma como a conhecemos. A inversão não é tangível.

A crise que vivemos é temporária. A quarentena é apenas uma pausa. A extensão do intervalo será definida por nossa capacidade de criar salvaguardas que gerem segurança até o retorno das atividades sem prejuízos maiores à vida. Até lá, toda a movimentação econômica em funcionamento deve restringir-se ao essencial para preservar as vidas.

Tudo o mais é surpéfluo. Forçar o aceleramento do regresso, desconsiderando o isolamento e o distanciamento social, não é razoável. Soa como a mais pura insensatez considerar que a economia vem primeiro que a vida

Todas as consequências negativas da paralização só serão mediadas, mitigadas e recuperadas pela vida. Insistir nisso é cruel. A ganância é que deve morrer. Fundamentar tudo em lucro e desumano.

 

Como garantir recursos à população?

Para afiançar que a subida do dólar não fosse tão vertiginosa, destruindo o equilíbrio da balança comercial, o Banco Central interferiu vendendo 3 bilhões de dólares em um único dia. Mais precisamente em 9 de março deste ano. Conforme pode ser verificado em reportagem neste link. Apesar de todas as tentativas, o dólar continuou subindo e fechou ontem, 22, em R$ 5,40.

O exemplo é para indicar minimamente que há dinheiro sim. Muito dinheiro. As reservas cambiais do Brasil giram em torno de U$ 300 bilhões. Em valores de hoje, supera R$ 1,6 trilhão. Sem mexer nas reservas, o país tem que considerar que vivemos uma guerra e todas as prioridades foram alteradas.

Congresso e STF já deram todas as garantias para que o governo haja de acordo com a necessidade premente, sem cometer ilegalidades. Com a urgência que requer a realidade, realocar investimentos para outras pastas e canalizar o orçamento visando auxiliar trabalhadores e empresas, além do centro nevrálgico do combate, a Saúde, é o que se aguarda de uma gestão prudente.

 

Planejamento tem que ser repensando

Enquanto o Chefe do Itamaraty publica texto procurando causas delirantes, fica evidente que a administração federal não se deu conta que a pandemia é imponderável. Buscar culpados externos em devaneios que sugerem mania persecutória patológica, atrasa a saída inteligente e dá pistas de que a gestão não pretende enfrentar a crise com razoabilidade.

Tudo o que o governo planejou para 2020 foi engolido pelo tsunâmi que tem nome e sobrenome: novo coronavírus. Independente de quem trouxe à tona, quem falhou em represá-lo ou quem demorou em informar às nações do perigo que representava, a ação de enfrentá-lo com todas as armas disponíveis é para agora. Já. As investigações, as denúncias, os julgamentos e as possíveis condenações ficam para depois.

O governo só vai sobreviver se tomar como prioridade a preservação e o salvamento das vidas que estão em total vulnerabilidade, assegurando aos profissionais, que estão na linha de frente, o acesso a todo o aparato necessário para fazer o combate com segurança.

Até mesmo as questões político-eleitorais formataram outro horizonte e estabeleceram valores que possam gerar dividendos de visibilidade, popularidade e êxito nas urnas eleitorais para quem se devotar ao povo e tratá-lo com zelo. Quem quer garantir votos, tem que investir na vida do eleitor.

 

 

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