Domingo, 05 de Dezembro de 2021
86 9 98219621

Redação

Whatsapp / Sugestôes

(86) 99821-9621

Cristina

Publicidade

(86) 99800-8359

25°

24° 35°

Teresina - PI

Últimas notícias
Sexo e Prazer
Sexo e Prazer
Tudo sobre o universo sexual.
Geral Veja
06/05/2020 11h13
Por: Bruna Dias

Três técnicas para dar um up no desejo sexual

Pele arrepiada, pupilas dilatadas, coração acelerado. Ai, que calor! Para algumas mulheres, sentir tesão faz parte de um passado distante - e muitas vezes quase inexistente. De acordo com a Mosaico 2.0, pesquisa do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da USP, 32% do público feminino tem dificuldade em se interessar por sexo. O levantamento ouviu 3 mil participantes de diversas regiões do Brasil com idade entre 18 e 70 anos e mostrou também que 55,6% delas penam para alcançar o orgasmo. As barreiras para "chegar lá" vão de incômodos físicos, como vaginismo (contração involuntária dos músculos ao redor da vagina que causa dor) a aspectos psicológicos e socioculturais. Numa sociedade machista onde historicamente mulher e sexo são associados a culpa, sentir prazer é quase revolucionário.

No caso das mulheres que estão no climatério ou já chegaram na menopausa, há ainda outros obstáculos nesse caminho para a excitação. A produção mais baixa de estrogênio, hormônio que regula a lubrificação vaginal, impacta diretamente na vontade de fazer sexo - afinal de contas, ninguém quer sentir dor. Contam também as mudanças na vida, o desconhecimento sobre o próprio corpo e os desgastes e/ou fim dos relacionamentos. Conversar com um ginecologista e investigar os motivos da falta de libido é o primeiro passo para tratar a questão. E esse cuidado pode ser associado a outras práticas que privilegiam o autoconhecimento e um olhar para dentro de si. Conheça melhor três delas:

Técnicas ajudam na redescoberta do prazer (Foto: Casa Prazerela / Divulgação)
Técnicas ajudam na redescoberta do prazer (Foto: Casa Prazerela / Divulgação)

POMPOARISMO, A GINÁSTICA ÍNTIMA

Esqueça o clichê das mulheres que fazem malabarismos com bolinhas. O pompoarismo vai muito além disso: a técnica milenar nascida na Índia proporciona benefícios para saúde e melhora na sexualidade. "Por meio de exercícios focados nos três principais pontos da vagina e na região do quadril, a gente estabelece uma reconexão entre o cérebro e o corpo", explica a terapeuta sexual especializada em pompoarismo e proprietária do espaço Lu Pompoar, Lucimara Siqueira.

Ela conta que as aulas começam com o reconhecimento desse corpo: "peço para a aluna, por exemplo, olhar a vulva no espelho, para entender que aquilo faz parte dela. Também peço para fazer um movimento de fechar a entrada da vagina com a mão no períneo para sentir como é". Depois de despertar a consciência é que começam os trabalhos de fortalecimento e resistência. A prática estimula a produção de dopamina, um neurotransmissor do prazer, aumenta a imunidade vaginal, combate infecções e a incontinência urinária. Ou seja, é indicada para todas! Lucimara acredita que o pompoarismo é fundamental para as mulheres que estão no climatério ou já chegaram na menopausa, pois os exercícios aumentam o fluxo sanguíneo e resultam na melhora da lubrificação vaginal. "Digo que sempre tem um bônus: quem procura por uma questão de saúde, ganha no prazer. Quem vem para descobrir mais sobre a própria sexualidade, leva de brinde um tratamento de prevenção a várias doenças".

PRAZER, ASSOALHO PÉLVICO

Para muitas mulheres, a anatomia feminina ainda é um mistério. E esse desconhecimento tem impacto direto na satisfação sexual. É por isso que a fisioterapeuta especializada em reabilitação do assoalho pélvico, Laura Della Negra afirma que seria revolucionário se na primeira consulta ginecológica o grupo de músculos que circunda o clitóris, a vagina e o ânus fosse apresentado a paciente. "O assoalho pélvico é como se fosse o chão da pelve. É por causa dele que temos orgasmo. Quando levamos consciência para essa musculatura, fortalecendo e relaxando, bombeamos mais sangue para a região. Ela fica ativa, sensível e a lubrificação vaginal aumenta. A melhora no prazer é consequência. Os exercícios trabalham desde a respiração até contrações do ânus. Laura conta que muitas pacientes acima dos 40 anos a procuram com uma queixa de incontinência urinária - que, lembrando, atinge mulheres de todas as idades - e durante o tratamento relatam que transar ficou muito mais gostoso. "Conectar o tema à saúde faz com que elas recebam melhor a ideia de fazer esse tipo de fisioterapia. E é como malhar o tríceps. Se não fortalece, enfraquece".

O DESPERTAR DA TERAPIA ORGÁSTICA

Um espaço seguro para falar (com outra mulher) e refletir sobre a própria sexualidade. Na terapia orgástica, a proposta é estabelecer uma conexão profunda entre corpo e desejo. "Vivemos numa sociedade em que a sexualidade da mulher é boicotada desde cedo. Então, entender os próprios medos e desafios e aliar isso a um trabalho corporal é uma experiência de resgate da individualidade", diz Mariana Stock, psicanalista e fundadora da Casa Prazerela. Esse trabalho corporal inclui toques sutis, para relembrar do que o corpo é capaz de sentir, e massagem em toda a vulva, região clitoridiana e lábios. "O clitóris tem 4 entroncamentos nervosos. O objetivo da massagem é levar fluxo sanguíneo para lá, irrigar os canais sensoriais e mobilizar energia para o corpo todo. É só relaxar e sentir ", explica Mariana. Ela deixa claro que a terapia não tem nada a ver com sexo - é uma viagem singular, um recurso nevrálgico para desbloquear uma série de questões e despertar a potência no corpo. Mariana conta ainda que a procura da terapia por mulheres acima dos 50 está aumentando: "Elas têm uma trajetória de mais tempo sob opressões. Nós respeitamos os limites não-ditos por elas. Outro dia uma paciente de 72 anos veio me agradecer, falou que navegou por mares que antes eram totalmente desconhecidos. É emocionante ouvir isso".

 
Fonte: Revista Marie Claire
Veja também
Desenvolvido por: Lenium®
Nosso grupo do WhatsAppWhatsApp