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Willian Tito Jornalista, radialista e redator publicitário apaixonado pelas letras. Comunicador há 35 anos.

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Brasil - Política

Postada em 06/05/2020 ás 19h42 - atualizada em 06/05/2020 ás 19h56

Publicada por: Willian Tito

A MORTE PEDE PASSAGEM
O Brasil virou piada de salão
A MORTE PEDE PASSAGEM

Presidente Jair Messias Bolsonaro

As lideranças da comunidade mundial, em sua maioria absoluta, agem com rigor para proteger a sua população.

Os profissionais da saúde diretamente envolvidos no combate, fazendo a contenção para que os casos graves notificados não ocupem o pior lugar das estatísticas, são celebrados e recebem o carinho e a gratidão de líderes e do povo.

Não diferentemente, as equipes que estão no apoio, como seguranças e manutenção dos equipamentos públicos e privados que atendem aos doentes, também são reconhecidos por sua importância, coragem e dedicação.

Infelizmente, no Brasil, a corrente da ignorância é alimentada por quem deveria cultivar uma postura divergente. Os profissionais de saúde que protestaram silenciosamente, pacificamente e respeitosamente, foram agredidos pelos fanáticos seguidores do presidente.

Em vez de replicar informações que incentivem o isolamento social, ao invés de desestimular aglomerações e propagar o uso correto dos equipamentos de proteção individual, o presidente brasileiro faz justamente o contrário.

 

Anedota mundial

O veterano jornalista português, Miguel Souza Tavares, em análise da situação da pandemia no Brasil para programa jornalístico da TVI, não poupou críticas a atuação do presidente Jair Bolsonaro em relação ao caos pandêmico. O vídeo pode ser assistido neste link.

Acostumado a fazer piada com português, querendo indicar desinteligência, o brasileiro vê-se no papel oposto. Viramos o alvo preferencial das galhofas em charges, vídeos e contundentes comentários de como não enfrentar o novo coronavírus.

O que não tem graça é que vemos asseverar uma imagem terceiro-mundista estigmatizada pela incompetência e pela ignorância. Ao promover a consolidação de uma mensagem equivocada, Bolsonaro talvez não imagine que a negativa visibilidade traz consequências que vão refletir futuramente até na forma de fazer negócios.

O cenário dantesco e nossa postura reticente pode dificultar a receptividade de brasileiros em atividades de turismo e de trabalho fora do país, agora e no por vir. Um véu de vergonha expande-se pelo mundo e espelha o que vamos enfrentar brevemente com a péssima mensagem na incompetência em fazer frente a doença.

 

Solução desumana

Para Bolsonaro, a melhor solução é contaminar a todos para que gerem anticorpos e eliminem o vírus. Isso é, aqueles que sobreviverem. Seria um comportamento suicida. O que é absolutamente insensato pensar em algo assim, propor ou agir na contramão do que orientam as autoridades sanitárias mundiais.

Caso a saída absurda fosse adotada, não apenas iria colapsar o sistema de saúde pública e privada, mas, também o funerário. Os óbitos poderiam ultrapassar a casa do milhão, causando uma tragédia sem precedentes no Brasil. Um verdadeiro genocídio. O jornalista lusitano citado acima referiu-se ao desempenho do presidente como o de um genocida.

Propagando-se mais rápido do que a covid-19, a imagem do Brasil vai decaindo e a do presidente vai se cristalizando como inimigo planetário. A figura do mal é associada a ele, apregoando não apenas a visão da extrema-direita, mas também a do neofascismo.

 

“E daí?”

Cada palavra mal-educada, cada expressão mal colocada, cada resposta grosseira do presidente Bolsonaro repercute não apenas no Brasil, mas ressoa em todo o mundo. “Não sou coveiro”, “E daí?” e outras manifestações infelizes rodaram o mundo e cravaram a pior visão sobre o chefe da nação e sobre o país.

A desumanidade, a crueldade, o comportamento indiferente, o desprezo ao luto das famílias das vítimas, espalharam-se pela comunidade mundial, habilitando o presidente a condição de vilão número 1 contemporâneo.

A sensação que temos, a medida que a pandemia avança de forma terrorosa, é que o vírus encontrou o lugar ideal para espalhar-se e prosperar. Mais do que isso, ainda recebe as boas-vindas e a ajuda do governo central. Com este cenário favorável, a morte não faz cerimônia e pede passagem. Resta-nos clamar misericórdia e ficar em casa.

 

 

 

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