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Cidades - Destaque

Postada em 24/05/2020 ás 14h51

Publicada por: Lucas Stefano

A Ceasa
Artigo escrito pelo engenheiro Chico Leitoa
A Ceasa

Sempre me incomodei com a situação em que se encontravam os feirantes de Timon. Além das razões óbvias que movem qualquer cidadão, particularmente cresci vendo minha mãe e meu pai, após terem vindo da zona rural, sendo feirantes no Mercado Central em Teresina, por um período, sendo ajudados por mim.

 

Ao assumir o primeiro mandato fui até ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem em Brasilia, solicitar a seção do terreno onde funcionou por um bom tempo a sede do DNER em Timon e encontrava-se desativado. Enquanto os feirantes ou pagavam caro num pequeno mercado particular, ou se misturavam com os carros que transitavam na BR 316, arriscando suas vidas e também dos consumidores . Com a ajuda do então Senador Alexandre Costa, depois dos entendimentos iniciais, vieram 3 funcionários daquele órgão e depois de analisarem o pedido e o projeto de implantação da Ceasa, formatamos o contrato de sessão, logo, assinado por mim e pelo Diretor do órgão em Brasília.

 

Com o projeto na mão, procurei o governador Lobão, acompanhado de alguns vereadores e em almoço no palácio Henrique de La Roque expus três projetos: A Ceasa, a passarela da Ponte Metálica (que eu já tinha apresentado ao Senador e Ministro Alexandre Costa) e o de duplicação da BR no Centro Urbano da cidade.

 

O Governador ficou empolgado e se comprometeu vir à Timon, pois ele tinha um problema político no município que teria que ser contornado. Os adversários locais ficaram uma fera, pois eles não fizeram e nem queriam que eu fizesse as obras. Idas e vindas, o Governador aceitou fazer parte da duplicação solicitada (da rua 90 até próximo a entrada do Conjunto Boa Vista) e entregou para eles, e fez um convênio para que fosse dado início a Ceasa, não sei porque razão, o convênio não foi pago. A passarela da Ponte Metálica é um capítulo à parte.

 

Assumimos a posse do terreno e com toda dificuldade iniciamos a Ceasa pelas armações dos galpões e se criou uma expectativa, porém as dificuldades foram muitas e não conseguimos nem cobri-los. Chegou a eleição e levei meu candidato lá, que se Comprometeu que se eleito, a conclusão da obra seria prioridade, e nem entendemos que a obra que ele se referia não era a construção...

 

Foram quatro anos de toda ordem de desmando, onde terrenos eram vendidos, residências erguidas, ocupação irregular da área, bares, pontos de vendas de drogas, espeluncas se espalhavam pelo terreno, servindo de moradia e duble de motel, uma promiscuidade à vista.

 

Ao retornarmos em 2001, eram mais de 400 feirantes, sendo 192 ocupantes fixos, cada um a seu modo faziam dali um local não recomendável e os moradores das áreas adjacentes já começavam a se retirar pois era impossível ter paz nas redondezas

 

Passei pra dentro pessoalmente, conversando com um a um.Às vezes incompreendido, indenizandovários e vários ocupantes, inclusive dezoito residências de bom padrão, convencendo aquela gente da importância daquele empreendimento, que seria concluído ainda em 2001. Acomodamos os feirantes em instalações improvisadas na Rua 100 e mandamos ver. Trabalhando dia e noite, sem ajuda nem do governo do Estado e nem do governo Federal, no dia 22 de dezembro de 2001, aniversário da cidade, inauguramos o Mercado Dona Mariazinha, ou Maria do Muduri, feirante homenageada, uma das mais importantes obras da Cidade, com alto padrão de qualidade e higiene, com as atividades divididas em blocos, em instalações adequadas, com banheiros amplos e de alto padrão e uma praça de alimentação de dar inveja, inclusive com espaço cultural, a Ceasa passou a ser motivo de orgulho dos Timonenses, claro aqueles que têm amor pelas coisas boas da cidade.

 

 

Inaugurada com festa, com show de João Cláudio e outros artistas, bastante prestigiada por autoridades e pela população, os feirantes orgulhosamente uniformizados, passaram a desenvolver suas atividades com perspectivas de bons negócios. A praça de alimentação passou a ser o ponto da cidade.

 

Nos primeiros anos a Ceasa foi se consolidando atraindo um grande depósito de laranjas, entreposto de peixes produzidos no município, ocupação de espaço apropriado para comercialização dos produtos do artesanato Timonense, etc, inclusive com o fortalecimento da Associação dos Feirantes da Ceasa, com sede própria, com sala, banheiro e auditório, no espaço dedicado aos bancos e agências de desenvolvimento. A idéia era, na medida em que se alcançasse um nível aceitável de organização, passar a administração para a associação.

 

Nos três primeiros anos a Ceasa tinha um padrão de funcionamento, caminhava para a consolidação definitiva.

   

Porém, perdi a eleição e mentes doentias assumiram o governo e aos poucos ela foi perdendo seu charme de mercado modelo, passou a reles feira e exemplo de desorganização e abandono durante oito anos, por parte da Prefeitura. Desamor, falta de compromisso, insensatez, é o que se percebeu no trato com nossa querida Ceasa.

 

Imaginem como seria aquele logradouro se tivesse tido continuidade no seu trato, independentemente de quem fosse o governante, porém ao que tudo indica, só interessava ao governo municipal anterior, aquilo que lhe conferisse lucro financeiro.

 

Lamentamos profundamente o estado de abandono a que foi submetida nossa CEASA, de 2005 a 2012, por um período de oito anos. Situação deplorável de difícil recuperação.

 

Hoje, o atual governo se organiza para novamente dotar aquele logradouro de condições dignas para os feirantes e consumidores. Para tanto, os governos municipal e estadual estão prestes a firmarem convênio para sua completa reforma e revitalização., fruto de uma articulação política de aliados: Zé Reinaldo aprovou uma emenda parlamentar de 1,5 mi para sua melhoria, como o valor não dava, foi destinado à melhoria do mercado da formosa. Os Deputados Weverton e Rafael Leitoa e o Prefeito Luciano intercederam junto ao Governador Flávio Dino que sensibilizado, autorizou o convênio.

 

Diante de todas as dificuldades impostas pelas condições de trabalho, crise financeira, e com investimento de 8,5 milhões, Estado e Prefeitura caminham para conclusão da obra que voltará a ser imponente e voltará a orgulho dos Timonenses.

 

Eng Chico Leitoa

Maio 2020

 

 

 

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