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Entretenimento - Critica

Postada em 08/06/2020 ás 16h00 - atualizada em 23/06/2020 ás 21h08

Publicada por: Rogério Marques

A Vastidão da Noite
Qual a razão do sucesso por trás do novo filme dos studios Amazon.
A Vastidão da Noite

Foto Divulgação

Um filme rejeitado em 18 festivais, com atores desconhecidos, um diretor iniciante, um orçamento modesto. Afinal, porque o longa A Vastidão da Noite vem fazendo tanto sucesso com a crítica, e recebendo elogios como “uma aula de ficção cientifica”, uma “joia do cinema independente”.

Com um orçamento de menos de U$1.000.000,00, (o que é baixo pros padrões da indústria),  sendo todo financiado pelo diretor, criador e roteirista, o estreante Andrew Petterson em meados de 2016,  o filme teve seu reconhecimento apenas em 2019, ganhando um prêmio no festival de cinema independente de Slamdance.

De lá pra cá, o filme foi adquirido pela Amazon, e lançado no sistema de streaming Prime Video, estando disponível no catálogo desde o dia 29 de maio.

A trama se passa na década de 50, uma cidade no interior dos Estados Unidos com apenas 497 habitantes, durante uma noite onde quase toda população está assistindo um jogo regional de basquete, dois adolescentes investigam uma estranha interferência no sinal de rádio. Logo vendo a história do filme, não nos deparamos com nenhuma novidade do que já encontramos no gênero.  

O filme tem inicio com os personagens principais, o radialista Everestt (Jake Horowitz) e a telefonista Fay (Siema Mc Cormick), que vão conversando que travam um diálogo e ao mesmo tempo caminham e se relacionam com outros personagens, em um papo bem nerd que prende a atenção do espectador, principalmente pelo plano da câmera, que atua como um terceiro espectador acompanhando a dupla de uma forma dinâmica.

E aí está um dos grandes trunfos da película, a filmagem, a fotografia, tudo feito de uma forma simples, mas visualmente muito instigante, e que aplica o ar de mistério e ficção que filme quer passar. O que falar da cena onde a câmera percorre toda a cidade como se estivesse rastejando rapidamente, é incrível.  

Mas o maior trunfo do filme nem mesmo está na parte visual, mas sim no áudio, e não só porque boa parte dos diálogos acontecem através das ondas da radio local, mas pela riqueza sonora do filme, a riqueza nos detalhes é tão grande, que se estivéssemos falando de um podcast e nos preocupassemos apenas com o áudio, ainda assim teríamos sensações idênticas a que temos quando vemos e ouvimos.

O som das portas dos carros abrindo e fechando, o som das chaves, do caminhado dos personagens, do arrastar dos tênis na quadra de basquete, do tira e bota dos cabos no sistema de telefone, tudo é auditivamente identificável e muito bem captado, nada passa despercebido, é um deleite de som ambiente.  

Mesmo não apelando para cenas grandiosas, com muitos efeitos visuais, o filme consegue nos deixar grudados do inicio ao fim, colocando toda a magia e mistério em aguçar o nosso imaginário através dos excelentes  diálogos e monólogos, que são diretos e mesmo assim ainda conseguem abordar temas sobre corrida espacial, racismo e até político.   

Não é nenhuma bobagem apontar as grandes semelhanças com alguns clássicos da ficção cientifica como Sinais, ou alguns filmes de Spilberg, e até mesmo notar um leve toque de Stranger Things, se levarmos em conta constante clima de escuridão e mistério que a cidadezinha do filme nos transmite.

A trama podia facilmente ter saído de um dos episódios de Além da Imaginação, a primeira série de ficção cientifica que marcou época nos anos 1950, inclusive no inicio e em algumas partes do filme, é feita uma referência  a esse modelo de série, como se toda história fosse originário de um programa de TV semelhante.

O roteiro do filme não é nada fantástico, mas essa característica quase que artesanal e artística, aliada com toda mística por trás da sua produção, que vai em desencontro com todos os grandes blockbusters de ficção cientifica que vemos atualmente, acaba adicionando um charme diferente ao filme, sendo uma agradável opção e ótima experiência audiovisual.

Inclusive, este seria um ótimo filme para curtir na grande tela, infelizmente foi mais uma vitima cinematográfica da pandêmica causada pelo COVID 19.

Mas se você tem interesse em conferir, basta acessar o streaming da Amazon, o Prime Vídeo e claro fazer a assinatura, que inclusive é bem mais barato do que a nossa já conhecida Netflix.   

Críticas e Notas principais sites estrangeiros: Rotten Tomatos: 92% | Metacrítica: 84 | IMDB: 6,8

 

 

 

 

 

 

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