Sexta, 25 de setembro de 2020
86 9 9834-2372
Receba notícias pelo WhatsApp WhatsApp
Camanha ProPiauí Julho
[email protected]
86 9 9834-2372
R10 Maternidade

R10 Maternidade

R10 Maternidade Acompanhe as principais notícias sobre Maternidade.

[email protected]

86 9 9834-2372

Geral - Impacto negativo

Postada em 15/07/2020 ás 09h56

Publicada por: Bruna Sampaio

Baixo consumo de peixe durante gravidez pode afetar cérebro da criança
Os pesquisadores acreditam que um consumo mais elevado de peixe durante a gravidez e a amamentação..
Baixo consumo de peixe durante gravidez pode afetar cérebro da criança

Foto: Reprodução/Huffpost

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que um baixo consumo de peixe durante a gravidez pode ter impacto negativo e afetar o neurodesenvolvimento das crianças. Em comunicado, anunciado hoje, a FMUP afirma que o estudo mostra que uma alimentação insuficiente em ácidos gordos ômega 3 tem "impacto negativo do desenvolvimento dos cérebros dos bebês", sendo o período mais crítico entre o terceiro trimestre da gravidez e os primeiros seis meses de vida.

O estudo, coordenado pela professora Margarida Figueiredo Braga, revela ainda que a carência destes ácidos gordos nos bebês, em especial nos nascidos antes das 37 semanas de gestação, pode originar um "pior desempenho cognitivo e da linguagem, menos habilidades motoras, menos competências sociais e comunicacionais e mais problemas de comportamento".

Citada no comunicado, Margarida Figueiredo Braga afirma que "uma ingestão baixa de peixes ricos em DHA (ácido docosahexaenoico) pode comprometer o neurodesenvolvimento" das crianças, associando-se a Perturbações do Espectro do Autismo e a Perturbação de Hiperatividade e Déficit de Atenção (PHDA). 

Nesse sentido, os pesquisadores acreditam que um consumo mais elevado de peixe durante a gravidez e a amamentação até aos seis meses de idade (uma vez que os ácidos gordos também estão presentes no leite materno ainda que em quantidades "altamente variáveis") estão relacionados com "um melhor desempenho neurocognitivo das crianças".

"Há mesmo evidência de que uma ingestão adequada de ômega 3, através quer do peixe quer da amamentação, pode conferir alguma proteção contra o autismo", refere a FMUP, acrescentando poder também "prevenir ou mitigar os sintomas de Hiperatividade e Déficit de Atenção".

Apesar disso, Margarida salienta que são necessários "mais estudos que clarifiquem o papel dos ácidos gordos neste tipo de perturbações e que prevejam quais as grávidas e crianças que mais irão beneficiar com uma suplementação ou otimização da dieta".

No comunicado, a FMUP acrescenta ainda que as autoridades de saúde aconselham às mulheres que estão tentando engravidar e às grávidas o consumo de duas a três porções de peixe, preferencialmente com menor teor de mercúrio, por semana.

O estudo contou também com a participação de pesquisadores do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Fonte: Lifestyle ao Minuto

O conteúdo divulgado aqui neste espaço através de fotos, textos, vídeos e/ou opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores. O conteúdo divulgado não expressa e não mantém nenhuma relação com a linha editorial e a visão do PortalR10.
R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
Jornal Portal R10
Últimas
Mais lidas da semana
TV R10
© Copyright 2020 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium