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Política ex-presidente
02/03/2018 15h39 Atualizada há 4 anos
Por: Redação

Lula revela que pensa na prisão todo dia e diz que vai provar inocência

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à AFP, divulgada nesta sexta-feira (2). Na ocasião, criticou a Justiça, a imprensa, e voltou a afirmar que será candidato à presidência da República nas próximas eleições.

Questionado sobre declarações recentes, dadas por seus aliados políticos, de que haveria até mortes caso ele fosse preso, Lula disse que "não trabalho com essa hipótese". "Só vou discutir essa hipótese quando acontecer. (…) O que estamos vendo no Brasil nesse momento é quase um assalto ao poder, feito pelo Poder Judiciário, representado pelo Ministério Público, pela Justiça Federal de Curitiba e pela imprensa. Queremos acreditar que a Constituição seja cumprida, que todas as instituições voltem a funcionar corretamente", avaliou.

Foto:Ueslei Marcelino / Reuters
Foto:Ueslei Marcelino / Reuters

Segundo o Política ao Minuto, Lula ainda fez uma análise sobre seus altos índices de rejeição, nas últimas pesquisas de intenção de voto. O ex-presidente, no entanto, aparece em primeiro lugar na disputa ao Planalto, e vence em todos os cenários.

"Nenhum partido vai ganhar com 80% (…) Toda eleição, na verdade, ela mostra uma divisão num país. Agora, o que é importante é que um governante que ganha e os políticos que perdem precisam perceber que, terminadas as eleições, acabada a disputa eleitoral, você tem que governar. Não vejo problema de polarização, ela existe na sociedade, no futebol, na religião, na política, na cultura. Não podemos temer a polarização", afirmou.

Segundo o petista, diariamente, ele pensa na possibilidade de ser preso. "[A possibilidade] Passa todo dia [pela cabeça]. Eu não tenho problema. O problema é que eu não tenho medo e não estou preocupado. (…). Toda história tem consequências. Uma prisão pode durar muito tempo, como a de Mandela, que durou 27 anos, ou pode durar muito pouco tempo, como a de Gandhi". "A única preocupação que eu tenho nesse momento é tentar mostrar minha inocência. Se eles resolverem me condenar e me prender, eles estarão condenando um inocente, prendendo um inocente. Isso tem um preço histórico. Se querem tomar essa decisão, vão arcar com a responsabilidade do que vai acontecer no país. Por isso é que eu durmo tranquilo. Não vou para nenhuma embaixada, não peço asilo político, não vou me esconder, não vou me matar. Eu vou brigar. A única coisa que me motiva é brigar, porque eu tenho uma única coisa para defender, que é minha inocência. Eu estou disposto a ir às últimas consequências para provar minha inocência", completou.

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