Segunda, 12 de Abril de 2021
86 9 9821-9621

Redação

Whatsapp / Sugestôes

(86) 99821-9621

Cristina

Publicidade

(86) 98195-0154

31°

22° 35°

Teresina - PI

Últimas notícias
R10 municípios
R10 municípios Redação do Portal R10 / Equipe R10 Municípios
Cidades mulheres em destaque
08/03/2018 12h18
Por: Mysael Santana

Piauiense desafia o machismo e realiza o sonho de estudar yoga na Índia

divulgação
divulgação

Já imaginou jogar tudo para o alto e ir em busca de um sonho? Pois a piauiense Juliana Fiuza, 29 anos, não pensou duas vezes quando descobriu que sua felicidade podia estar em outros locais do mundo e bem longe do mundo das leis. A jovem formada em Direito largou a profissão para estudar yoga na Índia. O principal desafio, sem dúvida, foi desafiar uma cultura considerada extremamente machista.

Além de aprender as técnicas de respiração para harmonizar o corpo e a mente, Juliana também deixou para trás o trabalho em um escritório de advocacia, o convívio com familiares e amigos. Tudo isso em busca de respostas e autoconhecimento, o que gerou reprovação de muitos.

“Mesmo formada, algo dentro daquela formação acadêmica não me completava. Algo me faltava. Eu estava em busca de respostas mais profundas com relação à vida. Eu queria dar significado à vida. Então fui procurar", explicou.

Continua depois da publicidade

A piauiense conta que o primeiro contato com o país aconteceu em maio de 2017 e foi fascinante. Ela esteve nos Himalaias, fez peregrinação e logo percebeu que retornaria à Índia, mas desta vez não seria uma viagem de poucos dias, Juliana decidiu retornar para morar em setembro.

"Fui fazendo meditação, yoga e tudo foi se intensificando. Fiz um curso de formação no Piauí e quando comecei a dar aula de yoga, conheci meu mestre que me convidou para conhecer a Índia”, lembra.

Machismo

Apesar da ousadia, a jovem precisou de coragem para enfrentar os desafios de morar num país onde as mulheres são discriminadas e maltratadas. A Índia é um país popularmente conhecido por ter uma sociedade bastante machista e pelos diversos casos de estupro. Ela conta que as mulheres não andam sozinhas e geralmente estão acompanhadas de um homem na rua.

“Eu viajo sozinha na Índia há um tempo. É uma viagem difícil e ao mesmo tempo transformadora. De enfrentar medos de ser mulher viajando sozinha na Índia. Só em um momento passei por uma situação difícil. Quando estava vindo de ônibus de Chennai para Mysore. Acordei no meio da noite com o homem que estava atrás de mim tocando nos meus seios, mas os indianos foram muito eficientes em cuidar da situação e colocaram o homem para fora do ônibus”, lembrou a piauiense.

Planos de retorno para a Índia e de escola de yoga

Sem local fixo para morar, Juliana reside hoje na casa de pessoas que conheceu durante a primeira vez que esteve no país e ministra aulas de yoga para se manter financeiramente na Índia. “Às vezes moro na casa de professores. É uma troca de trabalhos. E eventualmente quando preciso minha família também me ajuda”, disse.

Juliana Fiuza se diz realizada e habituada aos costumes indianos. Ela usa roupas indianas por considerá-las mais bonitas, confortáveis e mais cobertas, pois segundo a professora, as pessoas não estão acostumadas com mulheres vestindo roupas curtas.

Sobre seus projetos futuros, a jovem conta que voltará ao Brasil para ministrar cursos em algumas cidades no mês de abril. Depois vem para a terra natal passar alguns dias com a família, mas garante que voltará para Índia, onde continuará estudando e vai trabalhar com objetivo de abrir uma escola voltada para a yoga.

Fonte: G1
Veja também
Desenvolvido por: Lenium®