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Internacional - LGBTQ+

Postada em 02/09/2020 ás 11h58 - atualizada em 02/09/2020 ás 12h01

Publicada por: Thiago Santos

Igreja da Polônia quer criar clínicas de terapia de conversão para LGBTs
Medida representa forte indício de opressão sofridos pelos lgbtq+ poloneses.
Igreja da Polônia quer criar clínicas de terapia de conversão para LGBTs

Foto: Reprodução

A KEP (Igreja Episcopal da Polônia, na sigla em polonês) lançou um documento recomendando a criação de clínicas que "ajudariam pessoas LGBTQ+ que desejam retomar sua saúde e orientação sexual natural".

A linguagem do documento sugere um processo de terapia de conversão, prática que tenta reverter a orientação sexual de pessoas LGBTQ+. O próprio documento da KEP reconhece que este tipo de tratamento "vai contra a evidência considerada científica”

No texto, elaborado na primeira convenção de bispos da KEP realizada durante a pandemia da covid-19, os religiosos escrevem que o objetivo das clínicas seria "fazer com que as pessoas [LGBTQ+] entendam que sua orientação sexual é um sintoma de feridas em vários níveis de sua personalidade". A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que a orientação sexual de um indivíduo, por si mesma, nunca deve ser tratada como um distúrbio psicológico — citando inclusive que, ao contrário disso, algumas pessoas podem apresentar um desejo de reverter sua orientação sexual natural por causa de pressões sociais ou distúrbios psicológicos não associados.

Polônia

Em contradição à sua defesa da prática, o documento da KEP condenou a violência contra pessoas LGBTQ+ que se alastra pelo país. "A exigência de respeito a todas as pessoas, incluindo aquelas que se identificam desta forma, está inteiramente correta", diz o texto. Os direitos LGBTQ+ sofreram golpes duros na Polônia nos últimos meses. O presidente Andrzej Duda foi reeleito para um novo mandato usando uma plataforma com várias posições homofóbicas, incluindo a promessa de retirar conteúdo LGBTQ+ dos materiais escolares. Enquanto isso, várias cidades polonesas se declararam "zonas livres de LGBTs". Embora seja largamente simbólica (não há determinação judicial oficial para que pessoa

Fonte: Uol

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