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10/09/2020 11h20
Por: Bruna Sampaio

Conheça a 'Opala de Pedro II', a pedra semipreciosa apreciada mundialmente

Créditos: Conheça o Piauí
Créditos: Conheça o Piauí

Quando falamos que Pedro II tem um mundo de coisa, é porque é fato! Como se já não bastassem tantas belezas naturais, sítios arqueológicos, casarões históricos, o município tem ainda a indústria da Opala.

Então, confira agora sobre a lapidação da Opala, comercialização e também curiosidades.

#Origens da Opala em Pedro II

A origem da Opala de Pedro II vem desde o tempo da separação das placas continentais sul-americanas e africanas, cerca de 200 milhões de anos atrás.

A sua formação está associada a um evento de intrusão do magma da Terra de composição básica nos arenitos da região do município. O magma subiu vindo do manto, mas não teve forças para chegar até a superfície e ficou alojado dentro de uma rocha arenítica, (um reservatório natural). O magma veio para a formação a mil graus de temperatura e foi se encaixado dentro de rocha cheia de água provocando um efeito imediato, que foi a fervura da água.

Quando essa água aqueceu, subiu formando um efeito parecido com o da água em uma panela de pressão. Ao ser aberto, o suspiro saiu em forma de vapor devido à pressão violenta. Essa água quente incorporava-se aos constituintes desses minerais que eram os grãos de quartzo.

O quartzo é formado de sílica, então essa água foi enriquecida deste material, precipitou a sílica como cristal de rocha, como calcedônio (cascalho) e como opala.

#Como é a Opala de Pedro II

Em todos os minerais há uma escala de dureza representada pelo Mohs. No mundo inteiro a dureza de Mohs da opala é de 5,5 (cinco e meio) a 6,0 (seis) Mohs. Já a opala de Pedro II apresenta uma dureza de Mohs de 6,5 (seis e meio) a 7,0 (sete) Mohs.

A opala de Pedro II, por ter se formado em ambiente hidrotermal com temperaturas em torno de 1000° C e pressões muito elevadas, sua estrutura é mais resistente. Daí a sua dureza ser elevada e a sua capacidade de resistir ao craqueamento ser maior.

Devido a tudo isso, a pedra produzida em Pedro II é a mais apreciada pela indústria de joias, tanto local, como nacional e internacionalmente, compondo brincos, colares, anéis que são exportados mundo afora.

#Lapidação e Comercialização da Opala de Pedro II

Essa pedra semipreciosa é bem farta na região. Pedro II é um dos únicos locais no mundo que tem a mineração favorável para a extração da Opala em excelente nível. Além do município piauiense, somente na Austrália existe a mesma qualidade para trabalhos das joias.

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Com isso, a economia do município cresce, e são explorados também fórmulas atrativas para atrair turistas e curiosos, seja nas muitas lojas que têm em Pedro II, ou visitando as minas de extração. A comercialização da pedra movimenta a economia, gera renda, sendo base para o sustento de diversas famílias que vivem na cidade.

O garimpo beneficiamento, lapidação e venda da opala empregam diretamente cerca de 1.500 pessoas na cidade.

#Curiosidades da Opala de Pedro II

- A Opala apareceu em Pedro II no final da década de 40, quando o senhor conhecido como Chico Simão fez um roçado de mandioca no lugar denominado de Crispim (hoje Boi Morto).

- A Exportação da Opala começou com o Sr. Nilson Lacerda Barbosa, que a tornou mundialmente conhecida.

- Em 1975 foi encontrada a maior Opala extra do país (considerada a segunda maior do mundo), pesando 4,7kg no garimpo roça do Sr. Mundote Galvão.

Fonte: Conheça o Piauí
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