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Geral Militar
14/03/2018 09h37 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Coronel Júlia fala sobre desafios na polícia e destaca: 'foi onde me realizei'

Lugar de mulher é onde ela quiser. A máxima vale também para cargos na polícia, onde elas têm espaço bastante limitado. Com 49 anos de idade, a coronel Júlia Beatriz iniciou a carreira policial aos 16, e hoje, com 33 anos de carreira, no comando do gerenciamento de crises da Polícia Militar do Piauí, ela relata que a missão é árdua, mas é onde se sente realizada.

“Tudo começou no primeiro concurso que foi aberto para policial feminino a no estado do Piauí em 1985. Minha mãe trabalhava na polícia, era civil e, a polícia, tinha um quadro para pessoal que fazia serviço administrativo. Cresci dentro da polícia. Tinha vontade de ir para aeronáutica, mas só tinha carreira administrativa, não era o que eu queria, eu gostava de estar na rua, então quando apareceu essa oportunidade, eu fiz. Eu costumo dizer que foi onde eu me achei, onde me realizei na Polícia Militar”, contou.

Questionada se existe alguma ocorrência marcante em sua vida, a coronel respondeu que cada ocorrência tem sua particularidade e importância.

(Foto: Gustavo Miranda)
(Foto: Gustavo Miranda)

“Cada uma tem sua peculiaridade, sua característica diferente, eu costumo sempre dizer eu na área de crise as ocorrências que mais marcam a gente e que realmente eu digo que não é um tabu e poderia ser tratado de forma educacional, são as tentativas de suicídio. Esse assunto raramente você ver ser abordado, mas para gente que trabalha nessa área, são as que mais marcam, porque são muitas ocorrências. Teresina é a terceira capital em índice  proporcional de suicídio e ninguém trata desse assunto, você não vê política pública voltada para esse assunto”.

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(Foto: Bruna Dias)

Entre as ocorrências mais atendidas, Júlia Beatriz destacou a de reintegração de posse. “Geralmente a parte de cumprimento de mandato de ordem judicial de reintegração de posse é a mais atendida, essa é diária, todos os dias”.

Em 2016, a coronel se candidatou a vice-prefeita de Teresina, na chapa do deputado Dr. Pessoa, pelo PR, mas parece que não tomou gosto pela vida política.

“Com toda sinceridade do mundo, a única coisa que aprendi com a política é que eu adoro ser polícia. A política não conseguiu me encantar, tem gente que já nasce para aquilo, político todo ser humano é. Pode até ser [que tenha interesse em política] em um futuro muito distante, se a coisa mudar, mas nesse momento, e no cenário que está hoje, eu gosto mesmo é de ser polícia”, ressaltou.

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