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Esportes Veja
28/09/2020 17h23
Por: Aline Alves

Veja análise dos nove primeiros colocados do brasileirão

Galo lidera em pontuação e estatísticas que apontam tendência de alta.

Foto: Pedro Souza/Atlético-MG
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

O Brasileirão da Covid tem um time que demonstra estar disposto a voar longe: Atlético Mineiro. O Galo tem números que apontam para uma possibilidade de trajetória sustentada, enquanto a maioria de seus rivais diretos na disputa pelo título nacional faz o chamado voo de galinha (termo usado por economistas para apontar crescimento que não se sustenta e por isso não vai longe, cai logo depois).

Quando nos aproximamos de um terço da disputa para a maioria dos times é possível sinalizar algumas possibilidades. Seis equipes completaram 12 partidas (serão oito assim que terminar Fluminense x Coritiba). O Galo lidera com 72,7% de aproveitamento e 11 jogos. O vice-líder Internacional tem 58,3% de aproveitamento e um jogo a menos que o ponteiro. São Paulo e Palmeiras, que fecham o G-4 atual, têm 57,6% de aproveitamento e, também, um jogo a menos que o líder.

Deixo aqui um breve comentário sobre alguns dos principais candidatos ao título e seus desempenhos até agora.

Atlético-MG – É o time que demonstra mais fome de título por enquanto. Tem mais vitórias (8), o melhor ataque (21 gols), é quem mais finaliza (165), mais acerta finalizações (64) e mais carimba a trave: 11. Números que comprovam o apetite do estilo Sampaoli e a boa química entre elenco e ideia de jogo. O Galo é a única equipe no torneio que ainda não empatou. Corre mais riscos que a maioria dos adversários somados e imprime um ritmo às partidas que provoca o rival a responder à altura ou ser atropelado. Lembremos que o Galo tem apenas o Brasileirão em seu horizonte.

Internacional – Está naquele estágio em que seu torcedor pergunta se falta time, elenco, confiança? Talvez falte ganhar do Grêmio para recuperar a confiança que se esvai pelo labirinto psicológico em que o maior rival parece ter enjaulado o Colorado. O Gre-Nal nunca termina e impacta em todos os outros torneios. Ao Inter falta equilíbrio nas partidas e no jogo a jogo. Alterna bons e maus momentos e desperdiça oportunidades de avançar. Um dado curioso: o Inter tem a defesa menos vazada (8), mas é a equipe mais faltosa do Brasileiro: 192 infrações, média de 16 por partida.

São Paulo – A torcida do Tricolor vive às turras com o estilo de jogo de Fernando Diniz, mas fazia tempo que o clube não ficava tanto tempo na parte de cima da tabela. Assim como o Inter, desperdiça muitas oportunidades de afirmação, principalmente jogando em casa. Tem um dos piores saldos de gols entre os dez primeiros colocados: 2. Pelo estilo de jogo proposto pelo treinador, deveria ostentar uma das melhores estatísticas de gols marcados dentro da área, mas não aparece entre os quatro primeiros. Resta saber o impacto que uma eventual eliminação na Libertadores terá sobre o futuro de Diniz e do time.

Palmeiras – O Palmeiras está parecendo um cachorro vigilante sem os dentes: late, mas não morde. Sete empates e quatro vitórias em onze partidas, sendo que nenhuma vitória foi conquistada em seu estádio com o novo gramado artificial, que teoricamente seria uma arma. O Verdão tem se mostrado insosso, empacado, com poucas ideias e incapaz de tirar proveito, coletivamente, dos bons valores individuais que possui. Lento, sem intensidade, o time de Luxemburgo não encaixa sequências que empolguem, e embora faça uso constante das cinco alterações dificilmente muda de perfil.

Vasco – Surpreende ao se sustentar entre os times da parte de cima da tabela com investimento muito inferior e elenco menos qualificado. Tem o mesmo aproveitamento, 54,5%, que o rival Flamengo, que possui orçamento e elenco muito superiores. A pergunta que o vascaíno e os adversários fazem é se o time será capaz de seguir assim até o final? Puxado pelo goleador Cano, o Vasco tem o segundo ataque mais positivo do torneio, junto com o Inter. Ao desperdiçar pontos em São Januário diante de adversários da parte de baixo da tabela o Vasco deixou escapar a chance de estar ainda mais acima.

Flamengo – O atual campeão nacional e continental ainda sofre os efeitos de ter visto uma grande paixão abandoná-lo no auge do relacionamento, como fez o Mister Jorge Jesus. O Flamengo segue sendo o melhor elenco, mas deixou de ser o melhor time. Natural pela mudança de propostas. Uma equipe capaz de tomar de cinco com sua força máxima na Libertadores e empatar fora de casa com o Palmeiras, jogando melhor mesmo com oito reservas. Tem saldo zero no Brasileiro, um dado que comprova o desequilíbrio entre poderio ofensivo e solidez defensiva.

Sport, Santos e Fortaleza – Reúno os três numa análise por entender que sejam situações parecidas. Não têm investimento que proporcione elencos como os dos seis que estão acima deles, mas estão entregando desempenho e resultado. Jair Ventura ressurgiu e fez ressurgir um Sport competitivo e lutador. Cuca comprova que sabe armar boas equipes e fazê-las jogar um futebol interessante, como faz o Santos. Rogério Ceni encheu de boas ideias seu Fortaleza, que sabe executá-las de acordo com o potencial dos adversários.



Fonte: Globo Esporte
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