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08/10/2020 11h28 Atualizada há 10 meses
Por: Bruna Sampaio

Teresina é a capital que mais gasta com saúde, aponta levantamento

O Conselho Federal de Medicina junto com a ONG Contas Abertas, fez um levantamento de gastos das esferas federal, estadual e municipal no Brasil.

O país gasta em serviços e ações de saúde pública, por dia, cerca de R$ 3,83 com cada brasileiro, um valor aquém do necessário, segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina). Considerando todos os municípios do país, 2.200 prefeituras (39,5% do total do país) gastaram, em 2019, menos de R$ 1 para cada habitante por dia.

Foto: Divulgação/PMT
Foto: Divulgação/PMT

Focando a análise nas 26 capitais dos estados, o levantamento encontrou um gasto média anual, em 2019, per capita, de R$ 490,72. A capital que mais gasta é Teresina, seguida por São Paulo. Do total, 18 capitais ficam abaixo da média nacional e 9 não chegam a gastar R$ 1 para cada habitante por dia. Nos gastos estaduais per capita, o primeiro lugar é ocupado por Roraima, seguido por Tocantins.

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Segundo o levantamento, o setor público brasileiro (União, estados e municípios) é responsável por cerca de 42% do gasto em saúde no Brasil. Enquanto isso, países com propostas de universalidade de saúde semelhante à brasileira, como Argentina, França, Canadá, Espanha e Reino Unido, têm participação pública de gasto superior a 70%, aponta o CFM.

"Aparentemente é muito dinheiro [o que o Brasil coloca em saúde], mas, para a nossa proposta de direito à saúde, esse financiamento é insuficiente", afirma Giamberardino Filho. O volume de verba inadequado chega nas pontas do atendimento, os médicos e a população.

Os profissionais são atingidos pela falta de estrutura e de políticas de carreira para retenção de pessoas nas unidades de atenção básica e em regiões interioranas. Segundo os representantes do CFM, isso acaba por fragilizar a "porta de entrada" do sistema de saúde, impactando o resto do sistema. "Você sobrecarrega unidades que deveriam dar diagnósticos precoces e encaminhar para áreas de maior complexidade", diz Cabeça.

Do lado do público, a falta de acesso a serviços pode ser visto como um dos principais resultados do gasto insuficiente (sempre lembrando que os representantes também destacam a importância de como o recurso é gerido). "Em levantamento recente que fizemos, chegamos a encontrar uma pessoa no Ceará que estava há dez anos esperando para fazer uma cirurgia. É um absurdo", diz Cabeça. "Uma senhora que tem câncer detectado não pode ficar seis meses esperando para tratar", diz Giamberardino Filho.
Os representantes dizem que veem a necessidade de aumentar os recursos direcionados à saúde, além de melhorar a gestão dos mesmos. Defendem também avaliar a manutenção dos leitos que foram criados por causa da pandemia, o que poderia ajudar no atendimento da população.

Fonte: Folha Pe
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