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10/11/2020 17h00
Por: Marina Sousa

Roleplay: oito dicas para apimentar a relação com fantasias sexuais

Foto: Reprodução/Freepik
Foto: Reprodução/Freepik

Alguma vez, você já teve vontade de ser outra pessoa? Ter uma nova profissão e viver uma realidade diferente da qual está acostumada, nem que fosse por algumas horas? Ainda mais, ser uma pessoa bem sensual e disposta à aceitar qualquer proposta e desejo?

Se a resposta for sim, você vai gostar de investir no roleplay. Em outras palavras, na interpretação de papéis. “O roleplay é uma forma de jogo em que a pessoa finge ser outra, um tipo de personagem, muitas vezes com personalidade diferente e cria todo um contexto durante a relação sexual”, explica a sexóloga Luisa Cabral.

Ela conta que, como o sexo envolve tanto o corpo quanto a mente, idealizar histórias e personagens totalmente distintos da realidade produz uma imensa carga de erotismo e faz com que ambos sintam-se mais livres para ousar e revelar suas vontades. “Falo com propriedade que o roleplay está no topo das fantasias sexuais masculinas e femininas”, garante.

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Para a profissional, criar uma boa história pode ser a saída para tirar o sexo da rotina durante a quarentena. “Tem toda uma expectativa sobre como o parceiro vai reagir, então tudo fica emocionante”.

A dica é colocar as capacidades de representação em prática e criar uma história com papéis bem definidos. Depois? 3, 2, 1… Ação!

Como fazer?

Muitos casais optam por usar fantasias para criar um personagem, uma história e então praticar o roleplay.

“Primeiramente, vale ressaltar que na hora de comprar uma fantasia, você e seu (sua) parceiro (a) deve escolher algo confortável e que valorize o corpo. A intenção é, além de provocar, sentir-se bem e sensual, então usar uma roupa incômoda pode estragar tudo”, ressalta Luisa.

Para tudo dar certo, a sexóloga indica alguns preparativos:

  • Preparar o cenário – se é para ser a sério, nada como preparar e adequar o ambiente, bem como pensarem em frases para a hora H.
  • Improvisar – nada como garantir aquele toque de surpresa. Com o tempo e passando a fase da vergonha, tudo fluirá melhor.
  • Treinar – caso queira que algo aconteça ao seu ritmo e que não queira determinadas coisas, nada como treinar um pouco.
  • Escolha do roleplay – o ideal é que prefiram algo com o qual se sintam à vontade e que satisfaça a ambos.
  • Desejos do parceiro/a – é essencial que tire o máximo proveito, mas no sexo é sempre importante ter em consideração as fantasias do parceiro/a e saber o que o/a deixa louco/a é essencial.
  • Descontração – o que interessa é que ambos façam algo diferente portanto, nada de achar que tem de mostrar ser um expert na cama, nem se sentir pressionado.
  • Experimentar – vão existir cenários com os quais o casal vai se identificar mais. O ideal é experimentar e inventar novas versões.
  • Acessórios – se é para teatralizar, vá com tudo! Roupas e sex toys que façam sentido, decoração para dar mais ambiente… Saiba que um detalhe pode fazer a diferença.

Coloque a imaginação para funcionar

O que seria de um bom roleplay, sem uma boa história? Nada! “Deixe a vergonha de lado e coloque a criatividade em ação. Invente uma historinha e comece a instigar seu (sua) parceiro (a). Quanto mais você brincar com a imaginação, melhor. Isso, com certeza, tornará a brincadeira mais divertida”, afirma a sexóloga.

Outra dica importante é: encarne a personagem. “Entre no clima, ofereça-se, faça movimentos sensuais. Fantasie e aproveite das possibilidades que o roleplay pode oferecer – que são muitas, diga-se de passagem”, complementa.

Fonte: Pouca vergonha
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