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Política Agitou a web
27/11/2020 08h51
Por: Francine Dutra

Bolsonaro diz que nunca chamou coronavírus de 'gripezinha'

'Não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma', disse presidente, nas redes sociais.

Foto: Facebook
Foto: Facebook

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa quinta-feira (26), que nunca chamou o novo coronavírus de "gripezinha". Segundo o presidente, "não existe um vídeo ou um áudio" dele falando dessa forma. As declarações foram feitas durante live semanal em suas rede sociais.

— Falei lá atrás que, no meu caso, pelo meu passado de atleta — eu não generalizei — se pegasse o Covid, não sentiria quase nada. Foi o que eu falei. Então, o pessoal da mídia, a grande mídia, falando que eu chamei de 'gripezinha' a questão do Covid. Não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma — afirmou.

Em 20 de março deste ano, ao conceder uma entrevista no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que, depois da facada que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral, não seria uma "gripezinha" que iria derrubá-lo.

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"Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar não, tá ok? Se o médico ou o ministro da Saúde me recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário, me comportarei como qualquer um de vocês aqui presentes", declarou Bolsonaro, depois de ter se submetido a dois testes para detecção do coronavírus que resultaram negativo.

Ainda naquele mês, o presidente afirmou em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV que, caso fosse contaminado pelo vírus, "seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho", devido a seu "histórico de atleta".

As declarações foram dadas ao comentar uma pesquisa de quatro universidades brasileiras que indica que as hospitalizações por Covid-19 são 34,3% menor entre pessoas que praticam atividade física frequentemente. O estudo foi feito pelas Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Escola de Educação Física e Esporte da USP.

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— Nunca deixei de praticar esporte, nunca fui um sedentário, e disse que se o Covid chegasse um dia em mim eu não sentiria nada devido ao meu histórico de atleta, e o pessoal foi para a gozação, para um lado que eu estava menosprezando as mortes, estava zombando — disse.

O presidente afirmou que "não chutou" tratamentos da Covid-19, mas estudou e conversou com pessoas sobre o tema. Em seguida, ao explicar porque acredita no uso da hidroxicloroquina contra o novo coronavírus, apesar de não haver comprovação científica da substância no tratamento da doença, disse que trata-se de um raciocínio "simples".

— Se você tem um mal X e foi acometido de um Y também, e você toma um remédio Z para o mal X, e o mal Y também é curado. Você não chega à conclusão que esse remédio serve para os dois? Simples — afirmou.

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— Zombaram de mim, chamaram de capitão hidroxicloroquina, agora não apresentavam alternativa. E outra coisa: a hidroxicloroquina sempre foi usada há mais de 50 anos. Inclusive, falavam, quando fui acometido, que eu fazia eletrocardiograma... Mentira! — disse.

Quando foi infectado pela Covid-19, em julho, fontes do governo afirmaram que o presidente estava passando por exames de eletrocardiograma duas vezes ao dia para monitorar a frequência cardíaca. Avaliar o funcionamento do coração é uma recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para pacientes que usam a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus.

O presidente disse ainda que "a questão da máscara" vai ser o "último tabu a cair", mas não explicou o que queria dizer com isso.

— Eu não vou falar muito porque ainda vai ter um estudo sério falando da efetividade da máscara, se ela protege 100, 80, 90, 10, 4, 1%... Vão chegar esse estudo. Acho que falta apenas... Último tabu a cair — comentou.

Bolsonaro diz que não vai tomar vacina

Durante a transmissão, o presidente disse que não irá tomar a vacina contra o novo coronavírus e que "tem certeza" que o Congresso não irá "criar dificuldades para quem por ventura não se imunizar".

— Eu não vou perguntar aqui pro Milton ou para o Nadalim se eles vão tomar vacina ou não. Eu digo para vocês: eu não vou tomar. É um direito meu. E tenho certeza que o Parlamento não vai criar dificuldade para quem por ventura não tomar a vacina — comentou, acrescentando:

— Quem não tomar a vacina, se ela for eficaz e duradoura, esta fazendo mal para si mesmo e quem tomar vacina não será infectado.

Bolsonaro disse que espera que o país que forneça a vacina ao Brasil também a use em sua população. Ele afirmou que se vacinar é uma "decisão pessoal", já que "ninguém sabe ainda o possível efeito colateral do vírus".

— Obrigar o cidadão a tomar a vacina, "agora quem não tomar não vai poder tirar passaporte, tirar conta no Banco do Brasil, viajar de avião"... É uma ditadura. Quem defende isso aí é ditador, ou é ditador afim de fazer negócio a custa dos outros.

Fonte: O Globo
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