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Brasil Covid-19
17/12/2020 16h36
Por: Bruna Dias

Festas de réveillon são canceladas em todo o país

O avanço da covid-19 no País mudou a programação das festas de ano-novo. A Prefeitura de São Paulo prevê réveillon com shows virtuais, mas desistiu de uma queima de fogos de dez minutos na Avenida Paulista.

A decisão de abandonar o show pirotécnico foi informada ao Estadão pelo Município de São Paulo horas após a publicação da programação no site oficial na semana passada. A licitação da empresa que faria a queima de fogos havia sido publicada no dia 2 e resultado sairia na véspera de Natal. Mas, segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), será cancelada. As últimas edições da Virada atraíram cerca de um milhão de pessoas.

Avenida Paulista (São Paulo) Foto: Estadão Conteúdo
Avenida Paulista (São Paulo) Foto: Estadão Conteúdo

A Prefeitura do Rio de Janeiro também decidiu cancelar todas as festas oficiais de réveillon na cidade. Decisão foi tomada pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), após reunião com secretários em que fez um balanço do fim do mandato.

Definição levou em conta a "proteção de todos", em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus. "A festa será a da esperança por bons resultados das vacinas para conter a pandemia. Será ainda um momento de reflexão sobre um ano difícil, de luta, com lamentáveis perdas de tantas pessoas. E será também hora de dar graças a Deus pelas vidas salvas", ressaltou Crivella.

Ao se tratar de festas particulares de réveillon e os eventos nos quiosques localizados na orla, a prefeitura salienta que aglomerações na cidade continuam proibidas.

No Nordeste, ao menos dez eventos cinematográficos, que atraem milhares de turistas e personalidades de todo o País, não vão mais acontecer. O dinheiro dos ingressos e pacotes está sendo devolvido. O Rio Grande do Norte suspendeu eventos de massa na semana passada.

O Réveillon da Praia de Pipa, um dos mais concorridos do País, tem pacotes de até R$ 6 mil por pessoa. Só para ver a queima de fogos a partir dos mirantes, no sistema open bar, cada turista desembolsa de R$ 750 a R$ 1 mil. A produção informou que, no caso de cancelamento por questões de saúde pública, o cliente terá direito a reembolso de 100% do valor, incluindo ingresso e taxas. Outro afetado no litoral potiguar é o Réveillon do Gostoso, em São Miguel do Gostoso, que iria para a 5ª edição.

Pernambuco: Fernando de Noronha e Carneiros

O exclusivo Réveillon de Noronha, na ilha de Fernando de Noronha, também não vai acontecer. No último dia 8, o governo de Pernambuco editou decreto proibindo as celebrações de Natal e réveillon.

O Réveillon Carneiros, em Tamandaré (PE), foi cancelado no último dia 7. "Diante de tudo o que estamos vivendo, percebemos que a energia necessária para a nossa celebração não vai estar presente. Para termos pessoas sorrindo, dançando, compartilhando momentos e criando histórias, precisamos que todos estejam bem à vontade, sem preocupações, e ainda não é o caso", escreveu a organização nas redes sociais. As pessoas que adquiriram ingressos e pacotes estão sendo reembolsadas. A festa ocupa uma faixa de cinco quilômetros de praias, que ficam tomados pelo público.

Bahia: Barra Grande, Itacaré, Trancoso e Mata de São João

Na Bahia, não haverá este ano a tradicional festa 'Mil Sorrisos', em Barra Grande. Outro evento, o Réveillon N 1, de Itacaré, que seria entre 28 de dezembro e 2 de janeiro na badalada praia do litoral sul, também foi cancelado. A promotora Holding Clube optou por não realizar a festa para evitar possíveis impactos da pandemia. "Nossa decisão foi baseada em uma série de pesquisas com o público, que está receoso com as consequências da pandemia que vivemos", informou, em nota. Em sua 1ª edição, ano passado, a virada teve shows de Ivete Sangalo, Alok, Kevinho e Jorge & Mateus.

O governo baiano já sinalizou que deve renovar o decreto que proíbe festas, que vigora até 17 de dezemgro. Alguns eventos em Trancoso, em Porto Seguro, litoral sul, e Costa de Sauípe, em Mata de São João, litoral norte, estavam confirmados até quinta, 10, com restrição de público e protocolos sanitários.

Alagoas: São Miguel dos Milagres e Maceió

Em Alagoas, as festas de Réveillon também foram canceladas. Segundo o secretário da Saúde, Alexandre Ayres, os promotores de eventos foram comunicados. A organização do Réveillon de São Miguel dos Milagres publicou nota sobre o cancelamento. "Pela primeira vez, o sentimento de união da celebração do Ano-Novo ganhou novo significado e vai além de estar junto fisicamente. O distanciamento social é uma necessidade que precisa ser respeitada por todos para que, o quanto antes, possamos dançar descalços debaixo dos coqueirais", disse. A festa, organizada pelo grupo Tamo Junto e a empresa Fishfire, aconteceria na rota ecológica de São Miguel, no litoral norte alagoano.

O Revéillon Celebration, realizado há 16 anos na orla de Maceió, também foi cancelado. A organização informou ter tomado a medida diante da alta de casos na cidade, por respeito à ciência e às normas do governo alagoano. "O mundo vive a necessidade do distanciamento social e não poderíamos ir na contramão dessa realidade global", informou a organização. Os clientes estão recebendo reembolso integral dos valores, com a opção de utilizar o crédito para o evento de 2021/22.

Ceará: Jericoacara e Fortaleza

No Ceará, as grandes festas também foram vetadas, atingindo o Réveillon Jeri, na Vila de Jericoacoara, em Jijoca de Jericoacoara. Um decreto estadual proíbe eventos com mais de 100 pessoas por causa da pandemia. Procurada, a organização do evento não havia dado retorno até o fim da semana passada. O Réveillon de Fortaleza, que chega a atrair mais de um milhão de pessoas, também está suspenso. "A gente está prevendo aglomeração de pessoas e não tem a menor condição de ter réveillon", disse o prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Cancelamento não obriga reembolso imediato de ingresso

O cancelamento de eventos não obriga reembolso imediato de valores pagos pelos clientes, diz o advogado Leandro Nava, da Nava Sociedade de Advocacia, especialista em direito do consumidor. A Medida Provisória 948 prevê que o prestador do serviço pode oferecer ao cliente a remarcação do mesmo serviço ou crédito para a compra de outros serviços oferecidos pelo fornecedor.

"Essas operações têm de ocorrer sem custo adicional, taxas ou multas", explicou Nava. Se o consumidor optar pelo reembolso, isso pode ser feito em até 12 meses após o fim do estado de calamidade - o que ainda não aconteceu -, com a correção pela inflação.

Para o infectologista Carlos Magno Fortaleza, o momento de novo aumento de infecções não é de celebração. "Não faz sentido, nesse contexto, ter pessoas que permanecem muito tempo aglomeradas, sem máscara porque estão comendo, bebendo o tempo inteiro, porque estão se confraternizando. Infelizmente, em que pese todo o desejo da população de se encontrar e confraternizar após um ano tão difícil, ainda não é o momento para isso", alerta.

Fonte: Terra, Correio Braziliense
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