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Geral Meio ambiente
04/01/2021 11h43
Por: Bruna Sampaio

Mudanças climáticas causam nova doença de pele mortal em golfinhos

Foto: Dr Nahiid Stephens
Foto: Dr Nahiid Stephens

Cientistas do Centro de Mamíferos Marinhos em Sausalito, nos Estados Unidos, da Fundação de Mamíferos Marinhos e da Universidade de Murdoch, ambas na Austrália, identificaram uma nova doença de pele em golfinhos, que está ligada às mudanças climáticas.

A patologia foi vista pela primeira vez em 2005, após o Furacão Katrina, em golfinhos do gênero Tursiops vivendo na costa de Nova Orleans. Desde então, pesquisadores trabalharam para descobrir sua causa. As conclusões sobre a doença foram publicadas em dezembro na Scientific Reports.

A doença, chamada de doença de pele de água doce (FWSD, na sigla em inglês), já foi observada em comunidades de golfinhos ao redor do mundo e é causada pelo declínio da salinidade da água provocado pelas mudanças climáticas. Golfinhos com a condição desenvolvem lesões cutâneas irregulares e elevadas em todo o corpo, podendo chegar a cobrir até 70% de sua pele.

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“Esta doença de pele devastadora está matando golfinhos desde o furacão Katrina, e temos o prazer de finalmente definir o problema”, disse, Baixar PDF, Pádraig Duignan, patologista-chefe do Centro de Mamíferos Marinhos em Sausalito. “Com uma temporada recorde de furacões no Golfo do México este ano e sistemas de tempestades mais intensos em todo o mundo devido às mudanças climáticas, podemos esperar ver mais desses surtos devastadores matando golfinhos.”

Nos últimos anos, surtos da doença foram identificados na costa norte-americana do Golfo do México e na Austrália. Em todos esses lugares, um fator comum foi a drástica e repentina redução na salinidade da água. Tempestades de furacões e ciclones cada vez mais frequentes e graves estão por trás dessas mudanças, já que despejam volumes incomuns de chuva, transformando as águas costeiras em água doce. Condições de baixa salinidade podem persistir por meses e, mesmo que golfinhos estejam acostumados às mudanças nos níveis de salinidade em habitat marinhos, eles não vivem em água doce.

Especialistas preveem que tempestades extremas, como a do furacão Katrina e do Harvey, ocorridos respectivamente em 2005 e 2017, serão cada vez mais frequentes com o aumento das temperaturas — resultando em surtos mais comuns da doença de pele de água doce.

“Este estudo ajuda a lançar luz sobre uma preocupação cada vez maior, e esperamos que seja o primeiro passo para mitigar a doença mortal e orientar a comunidade do oceano para lutar ainda mais contra as mudanças climáticas”, diz Duignam.

Fonte: Revista Galileu
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