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Piauí 1º Capital Piauiense
07/01/2021 15h41 Atualizada há 1 ano
Por: Marina Sousa

Conheça a cidade Oeiras, patrimônio histórico e cultural brasileiro

Conhecida mundo afora como a primeira capital do Piauí, Oeiras carrega muito mais que os títulos de primeiros. Ela carrega estruturas valorosas, sensações únicas, história viva, caminhos que levam ao passado, entendimento do presente e construção do futuro.

Para que você entenda tudo isso, vamos mostra aqui todos os aspectos históricos e culturais que fazem dessa cidade ser turística e ao mesmo tempo tão importante não só para o Piauí, como para todo o país.

Foto: Juscel Reis/Reprodução
Foto: Juscel Reis/Reprodução

O que é Oeiras?

Antes de mais nada, você sabe o que significa Oeiras? E por que foi colocado esse nome nesse município do Piauí?

A palavra Oeiras, de acordo com José Pedro Machado em seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, poderá vir do latim Aurarias, plural de Auraria, que é mina de ouro. Desse modo, o nome de Oeiras leva a aproximar a fundação da povoação a eventuais atividades auríferas no local.

Em Portugal o nome Oeiras é dado a um concelho (neste caso, por tratar-se de uma divisão administrativa de município ou cidade, escreve-se com C mesmo) que fica no distrito de Lisboa, capital portuguesa, e tem cerca de 173 mil habitantes.

Já no Brasil, Oeiras é um município do Piauí que completa 303 anos em 2020 e que tem em seu nome uma homenagem ao Conde de Oeiras de Portugal, o futuro Marquês de Pombal.

Como se deu a origem de Oeiras no Piauí?

A origem de Oeiras se deu a partir de uma expedição organizada por fazendeiros ao centro-sul do Piauí, dentre eles Domingos Afonso Mafrense, caravanas essas que fizeram com que eles encontrassem, onde hoje é Oeiras, uma extensa terra bem propícia para criação de gado. Com isso, acabaram por instalar suas fazendas nessa localidade. E foi justamente a partir dessas fazendas de gado e dos primeiros núcleos populacionais, que Oeiras se formou.

A história que é a mais relatada por livros, pesquisadores, historiadores, dentre outros, é de que a sua origem foi mais precisamente a partir do desenvolvimento da fazenda Cabrobó, que era de propriedade de Domingos Afonso. Essa fazenda ficava à margem direita do riacho da Mocha e a apenas 6 km do rio Canindé.

Assim foi formando uma povoação nessas terras que, passada já ao nível de freguesia, tem como seu marco a fundação, em 1695, de uma capela dedicada à Nossa Senhora da Vitória. Esse povoamento ao redor da capela explica muito a forte tradição religiosa que permeia Oeiras.

Já em 1712, a então freguesia foi elevada à categoria de vila, com nome de Vila da Mocha. Em 1758, após ser criada a capitania do Piauí, a vila de Mocha tornou-se sede do governo da capitania, já que ela era o maior e mais povoado núcleo populacional até então.

Em 1759 a Vila da Mocha tornou-se a capital do Piauí, isto é, ela foi capital antes mesmo de ser cidade. Com dois anos depois, em 1761, foi que a Vila da Mocha foi elevada para categoria de município, passando então a se chamar Oeiras.

Oeiras hoje

O município possui, de acordo com último Censo, 37.029 habitantes, configurando-se assim como a 13ª cidade mais populosa do Piauí.

Pertencendo à microrregião de Picos, Oeiras tem como principal fonte de economia o comércio, tendo a parte ao redor do Mercado Público Municipal a sua grande movimentação.

Já com relação à vegetação, a cidade está em uma região de transição cerrado-caatinga, tendo ainda como clima predominante o Tropical Semirárido. O município também é composto por diversos morros ao redor, que fazem com o que o local também seja propício para aventuras.

Quer saber o que fazer na primeira capital do Piauí, confira:

Quem chega em Oeiras já se depara com vários monumentos e casarões coloniais seculares. Devido a tudo isso, a cidade recebeu o título de Monumento Nacional pelo Congresso Nacional em 1989. E em 2012 foi tombada pelo IPHAN como patrimônio cultural nacional.

Foto: Jusel Reis

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória é um desses monumentos seculares e patrimônio histórico. Além de sua importância por ter sido uma das primeiras do Piauí, ela é exuberante com sua construção em estilo neoclássico. Outra grande riqueza histórica e arquitetônica é o Sobrado João Nepomuceno (Paço Episcopal).

Foto: Cidadeverde.com

E por onde você anda é uma grande viagem ao passado e também de acolhimento e conhecimento. Na cidade você pode visitar o museu mais antigo do Piauí, que é a Casa da Pólvora, e também a Casa da Cultura Solar das 12 Janelas, que é um espaço cultural com biblioteca, sala de teatro, sala de informática e exposições históricas.

No roteiro turístico ainda se inclui o Museu de Arte Sacra; o Museu do Divino Espírito Santo; o Sobrado Major Selemérico, prédio secular com exposição de objetos históricos; o Centro de artesanato Salomé Tapety, onde você pode conferir e comprar produtos artesanais; a Ponte Grande, que foi a primeira ponte de pedra do Piauí; e o Mercado Público José Lopes da Silva, que faz parte do centro histórico, onde hoje é também o núcleo administrativo e econômico de Oeiras.

Além de todas essas relíquias edificadas e do conjunto paisagístico da cidade, com também suas praças e ruas estreitas, Oeiras também tem como atrações boa trilhas para a prática de motocross e demais modalidades dessa natureza; você pode visitar o Morro do Leme, que para chegar até ele tem que subir por uma grande escadaria. É nesse morro onde está uma estátua em homenagem a Nossa Senhora da Vitória.

E também vale uma visita ao Morro da Cruz, local em que que há mais de 100 anos teve uma cruz construída de pedras que até o presente não sabe quem a construiu. No entanto, ela foi destruída por vândalos e toda a falta de cuidado, tendo agora no morro uma cruz de concreto e a maior que a de antes.

Atrações culturais, religiosas e festivas

Oeiras também é marcadamente reconhecida por suas tradições culturais, que são de uma riqueza inquestionável para todo o Brasil. Você pode conferir o Congo dos Rosários, que é uma manifestação cultural afro-brasileira que mistura dança e música por meio de tambores, figurinos, coreografias e músicas que invocam os Deuses.

Além do Congo, outra grande riqueza do gênero é o Grupo Bandolins de Oeiras, famoso em todo o Brasil, tendo já sido matérias em revistas e sites nacionais, além de já ter participado em programas da TV Globo, como o na época Programa do Jô.

Badolins de Oeiras - Foto: CCOM

O Bandolins de Oeiras foi formado na década de 80, quando uma das fundadoras, a dona Araci, organizou um grupo de moças para aprender a tocar instrumento, no caso o Bandolim. Na época elas começaram a se apresentar na cidade e foi ganhando notoriedade com o passar dos anos, até atingir o status de patrimônio municipal, de participar de grandes festivais, de ser notícia em diversos meios pelo país e de levar toda a musicalidade para o Brasil. Chorinho, valsas e samba fazem parte do repertório do Bandolins de Oeiras.

Procissão do Fogaréu (Foto: Regis Falcão)

Mas se tem algo que Oeiras é lembrada é por sua tradição religiosa, sendo uma das cidades de maior religiosidade do Piauí. Eventos como  Procissão de Bom Jesus do Passos, a Procissão do Fogaréu e a Descida da Cruz fazem de Oeiras ser reconhecida como a capital da fé. Todos esses detalhes você pode conferir aqui: OEIRAS, CAPITAL DA FÉ.

A primeira capital do Piauí também consegue unir o passado, o presente e o futuro de forma harmoniosa. A cidade também apresenta barzinhos, para quem gostar dessa opção na noite oeirense; tem o Café Oeiras, que é uma opção de diversão; e ainda festivais de músicas que acontecem ao longo do ano, que já viraram tradição no calendário com apresentação de grandes bandas nacionais.

Muita coisa para visitar e fazer em uma cidade só, não é mesmo?! Oeiras, que está a 313 km de Teresina, capital do Piauí, conta ainda com bons hotéis e pousadas para se hospedar, além de restaurantes para saborear as delícias piauienses.

Fonte: Conheça o Piauí
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