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13/01/2021 09h33 Atualizada há 2 semanas
Por: Francine Dutra

Mulheres que tiveram covid relatam alteração no ciclo menstrual

Algumas mulheres reclamam de atrasos ou que o ciclo antecipou. Ainda há aquelas que relatam alterações significativas no fluxo e tempo de duração.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

"Alguém teve covid e alteração ou atraso na menstruação? Tive contato há 11 dias com parentes que estão infectados. Zero sintomas até agora na família. A única coisa diferente é que era para ter descido há uma semana e nada", perguntou uma mãe, preocupada, em um grupo no Facebook. Não demorou muito para que outras dezenas de mulheres também compartilhassem experiências semelhantes. "Aconteceu comigo. Peguei covid em novembro e atrasou oito dias minha menstruação. Peguei novamente em dezembro e aí antecipou dez dias. E agora [antecipou], de novo, mais 15 dias", diz uma mulher. "Eu tive covid junto com a menstruação. A única coisa é que desceu muito e por mais dias! Ele mexe com a cascata de coagulação", comentou mais uma. "Eu fiquei menstruada com covid. O que já estava bem ruim, pode piorar um pouco (risos)", brincou uma terceira.

Já a comissária de voo paulista Maristela Brandini, mãe de uma menina de 9 anos, ficou tão preocupada com a alteração que até marcou uma consulta com sua médica. "A minha atrasou quase vinte dias e está vindo irregular. Já fiz vários exames", comentou no post. Em entrevista, ela disse que os sintomas da covid começaram no dia 29 de outubro, durante o trabalho. "Estava em um voo, mas como era apenas uma forte dor de cabeça e mal-estar, imaginei se tratar de uma crise de sinusite. Porém, em poucos dias, também comecei a ter febre, perdi olfato e paladar", conta.

Dois dias depois, ela fez o teste de covid. "Em 48 horas saiu o resultado positivo. De imediato, iniciei, por orientação do pronto atendimento, o tratamento com medicamentos por nove dias. O pico dos sintomas aconteceu do quinto ao nono dia. Nesta ocasião, meu ciclo menstrual antecipou alguns dias e foi bem rápido. Sempre fui bem regular, tinha sempre um ciclo de 28 dias, com duração de 5. Porém, já recuperada, hoje tenho muita queda de cabelo, unhas quebradiças, formigamento (dormência) nos pés e mãos... e meu último ciclo atrasou uns 15 dias, fiquei bastante preocupada. E a duração foi bem menor também", contou. Segundo Maristela, seus exames estão todos ótimos. "Nenhuma alteração hormonal ou algo que justifique as alterações no ciclo. Vou acompanhar se tudo irá normalizar este mês. Minha médica acha que pode ser de estresse ou por conta do corticóide tomado no tratamento contra a covid ou ainda do próprio vírus, já que é tudo novo", finalizou.

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PALAVRA DE ESPECIALISTA

A médica de Maristela provavelmente está certa. Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, dos Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, de São Paulo, ainda não há estudos científicos que abordam especificamente os impactos do coronavírus sobre a menstruação. Apesar disso, dependendo da resposta imunológica do organismo, o especialista acredita que possam ocorrer alterações. "É importante frisar que ainda não há estudo científico que afirma isso. Não há pesquisas avaliando o efeito da covid na menstruação, mas, em teoria, a partir dos princípios de respostas do corpo ao vírus já conhecido, pode sim ter relação", afirmou. "O fluxo de sangue menstrual cessa, em parte, pela ação hormonal e, em outra parte, pela ação de coagulação do sangue. Sabemos que processos inflamatórios (como a covid) no útero aumentam o fluxo menstrual, podendo levar a um incremento no processo inflamatório e coagulação do corpo. Então, dependendo da resposta imunológica, a mulher pode ter alterações hormonais", explicou Pupo.

"Já atendi, por exemplo, uma paciente com DIU que teve, no pós-covid, um quadro de sangramento intenso com muito coágulo e dor. Nesse caso, a suspeita é de que seja decorrente da alteração que a covid causou no organismo", exemplificou. "No entanto, acredito que isso ocorra com mais frequência na primeira menstruação pós-covid e depois normalize. A orientação, portanto, é que se a mulher tiver alterações a longo prazo, converse com o seu médico para descartar alguma doença do útero ou do endométrio", finalizou.

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Fonte: Crescer
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