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Internacional Segue para o Senado
13/01/2021 19h00
Por: Francine Dutra

Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump pela 2ª vez

Republicano é primeiro presidente a ser submetido ao processo duas vezes; 10 deputados do partido votaram pela punição.

Foto: Internet
Foto: Internet

A uma semana do fim do mandato de Donald Trump, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira o processo de impeachment do presidente, e a ação agora segue para o Senado, que encontra-se em recesso.

O presidente da Câmara Alta, o republicano Mitch McConnell, afirmou, no entanto, que não reunirá a Casa até o dia 19 de janeiro, véspera da posse de Biden, e, com isso, Trump deve permanecer na Presidência até o final de seu mandato.

Esta foi a primeira vez na História que um presidente americano foi duas vezes condenado  pela Câmara dos Deputados, desta vez pela acusação de “incitar a insurreição” contra a ordem constitucional e o sistema democrático do país.

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Ao contrário do primeiro processo, aprovado no final de 2019 com todos os deputados correligionários apoiando Trump, desta vez, além de todos os democratas, ao menos dez republicanos voltaram-se contra o presidente, fazendo desta a votação de impeachment com maior apoio bipartidário da História. O resultado final foi de 232 votos a favor do impeachment e 207 contra.

Os democratas desejam aprovar o impeachment de Trump para fazer desta situação um exemplo, em relação a líderes que incitam a rebelião, e também para abrir espaço para, em uma votação independente posterior, cassar os direitos políticos de Trump, o que o impediria de voltar a se candidatar.

Começando pela manhã, os deputados travaram um longo debate sobre o impeachment do presidente invadida há uma semana por apoiadores de Trump, depois de o presidente incitar uma multidão a impedir o Congresso de oficializar a vitória do presidente eleito Joe Biden. Cinco pessoas morreram nos distúrbios, incluindo um policial do Capitólio dos EUA que morreu em decorrência de ferimentos de golpes dados por manifestantes.

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Desta vez o Congresso estava fortemente vigiado, protegido por milhares de soldados da Guarda Nacional, que estavam dentro do edifício pela primeira vez desde a Guerra Civil Americana. Os democratas e republicanos trocaram argumentos calorosos sobre os efeitos a longo prazo de uma condenação contra o presidente.

Citando os episódios mais sombrios da História americana, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, da Califórnia, pediu aos colegas de ambos os partes que adotassem "um remédio constitucional que garantirá que a República estará a salvo deste homem que está tão resolutamente determinado a destruir as coisas que amamos e nos mantêm juntos. ”

— Ele precisa sair. Ele é um perigo claro e presente para a nação que todos amamos — disse Pelosi. — Sabemos que o presidente dos Estados Unidos incitou esta insurreição, esta rebelião armada, contra o nosso país.

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Ao contrário dos debates acirrados do processo de 2019, no entanto, o prédio estava mais silencioso, sem hordas de repórteres e câmeras.

Após apoiar as falsas acusações de Trump sobre fraude eleitoral, o deputado Kevin McCarthy da Califórnia, líder republicano da Câmara, agiu com cautela. Manifestou-se contra o impeachment, alertando que isso "inflamaria ainda mais as chamas da divisão partidária". Mas também culpou Trump pelo ataque e rebateu falsas sugestões de alguns de seus colegas de que antifascistas tinham sido responsáveis pelo cerco, e não seguidores Trump. Ele propôs aprovar uma moção de censura ao presidente em vez de aprovar o impeatchment.

Fonte: G1
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