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Saúde Covid-19
14/01/2021 07h59 Atualizada há 1 ano
Por: Bruna Dias

Avião sai hoje do Brasil para buscar vacina de Oxford na Índia

Um avião equipado com contêineres vai sair do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (14), para buscar, na Índia, 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. O lote faz parte da importação solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para adquirir o imunizante junto ao laboratório indiano Serum.

A aeronave da Azul Linhas Aéreas A330neo, a maior da empresa, vai decolar de Viracopos às 13h com destino a Recife (PE). De lá, o avião segue para Mumbai para buscar a carga das doses, com peso estimado de 15 toneladas. Serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de 12 mil quilômetros. O imunizante ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.

Foto: Siphiwe Sibeko/Pool via AP
Foto: Siphiwe Sibeko/Pool via AP

De acordo com o Ministério da Saúde, os contêineres vão garantir o controle de temperatura das doses, conforme as recomendações do fabricante. A pasta ainda informou que o avião chegará ao Brasil com as doses da vacina no sábado (16), às 15h, pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro.

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O transporte das doses atende a uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza empresas aéreas a auxiliarem no transporte de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a Azul, a rota até a Índia é inédita para a companhia.

O Ministério da Saúde aguarda a resposta da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial para iniciar a campanha de vacinação. Além da vacina de Oxford, outro imunizante contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, também pediu a aprovação da agência para aplicação no Brasil.

A vacina de Oxford

Um estudo publicado e revisado na revista científica "Lancet" diz que a vacina de Oxford tem eficácia média de 70% e é segura. Os testes ocorreram em diversos países, inclusive no Brasil. Como vantagem, a tecnologia usada pelo imunizante é de produção, armazenamento e distribuição consideradas mais fáceis.

No fim de dezembro, o Reino Unido e a Argentina autorizaram o uso emergencial da vacina de Oxford. 

Fonte: G1
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