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20/01/2021 11h20 Atualizada há 1 mês
Por: Jornalista Milton Atanazio

Assessores de Bolsonaro apreciam nomes que possam ajudar com a China

Temor é que, sem o insumo, as doses de CoronaVac acabem no final de janeiro

Assessores de Bolsonaro apreciam nomes que possam ajudar com a China

Por Milton Atanazio

 

Matéria-prima para a fabricação da CoronaVac e da vacina de Oxford vem da China. O temor é que, sem o insumo, as doses de CoronaVac acabem no final de janeiro, quando termina o estoque disponível.

 

A China é um dos maiores fabricantes do mundo de IFA, sigla para Ingrediente Farmacêutico Ativo, e vai fornecê-lo para o Butantan e a Fiocruz produzirem as vacinas no Brasil.

O governo Bolsonaro está às voltas desde esta segunda (18) com a falta de informação da China a respeito do prazo para envio do IFA.

Estão em contato com a China o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. No entanto, por conta da postura bélica e dos ataques do chanceler à China — em sintonia com a família Bolsonaro —, assessores presidenciais temem que Ernesto não obtenha informações precisas sobre o prazo da entrega dos insumos antes do término do estoque disponível: fim de janeiro.

Outro cenário em debate, nos bastidores, é montar uma força-tarefa com ministros com boa relação diplomática com a China, como a ministra Tereza Cristina (Agricultura), e até o vice-presidente, Hamilton Mourão.

O impasse em relação a Mourão, admitem governistas, seria a liberação de Bolsonaro para que o vice tenha protagonismo numa questão dessa magnitude.

Mourão disse que está à disposição para contatar a China e ajudar na questão dos insumos, já que tem boa relação com o vice-presidente chinês.

Um ministro do governo defendeu que até o ex-presidente Michel Temer seja chamado a ajudar na relação com a China, já que ele mantém contatos diplomáticos com o país, diz a jornalista Andréia Sadi em seu blog no G1 e a CNN Brasil.

Pela vacina, deputados tomam a frente da diplomacia com a China. Com a relação conflituosa do governo brasileiro e a China, parlamentares se movimentam para apelar ao país asiático o envio de insumos necessários à produção de vacinas.

As frentes parlamentares Brasil-China e dos Brics na Câmara protocolaram, na embaixada da China, uma carta para o presidente do país, Xi Jinping.

Índia anuncia a exportação de imunizantes, a partir de ontem (19), mas Brasil fica fora da lista.

Fonte: Milton Atanazio
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