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Política - Democracia em crise

Postada em 09/04/2018 ás 00h09 - atualizada em 21/09/2018 ás 10h38

Publicada por: Professor Sucupira

AO BRASIL DA MIOPIA POLÍTICA
Algozes da democracia.
AO BRASIL DA MIOPIA POLÍTICA

Tem como se encarcerar as ideias, a história e o significado de um nome? Tem como esquecer a biografia de uma personalidade que contribuiu para a ascensão do Brasil no cenário geopolítico mundial? Tem como esquecer o nome de Luiz  Inácio Lula da Silva, um brasileiro comum que se tornou o melhor presidente do Brasil e o maior líder político da esquerda na América latina? Não! Não tem. Os algozes do ex-presidente Lula, estão a imaginar que o seu encarceramento, em um ano eleitoral, levará a sociedade esquece-lo e, consequentemente, suas ideias, sua história e o seu significado venha ser apagada. Os algozes e os míopes-políticos – pobres da classe média que ecoa no estuário elitizado a alegria e a verdade mentirosa da elite econômica e dos sanguessugas paleolíticos da política brasileira –,   tentam apagar as ideias e calar a voz do ex-presidente Lula, um mito vivo e, hoje, o primeiro prisioneiro político do Brasil no século XXI. Esses algozes, nos livros que discorrerão sobre este período no futuro, não serão lembrados nem no rodapé das páginas.

Ficou claro para os não-míopes políticos que o desmonte do projeto econômico nacional integrado a economia internacional sem submeter-se as pressões internacionais e do projeto nacional voltado para a inserção social dos menos favorecidos deste país, estará com os dias contados – o governo temer, colocado no poder para iniciar este processo de desmonte, vem agindo neste sentido – se caso este modelo que está em andamento depois do golpe político for o escolhido na eleição neste ano de 2018. Neste sentido, o enfraquecimento das esquerdas no processo eleitoral passa necessariamente pela exclusão do ex-presidente Lula das eleições. Isto é uma verdade inexorável e ficou claro como águas cristalinas, quando foi negada ao ex-presidente a presunção da inocência garantido na nossa constituição, no artigo 5º inciso LVII, onde de forma pétrea, está garantido que nenhum cidadão será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Como parte deste jogo político-jurídico do eixo Brasília-Republica de Curitiba, foi negada ao cidadão Lula e candidato a presidência do Brasil, um julgamento em última instância. Não importando que se coloque em xeque-mate a constituição cidadã de 1988. O que importa é prender o Lula. O que importa é o Lula não poder se candidatar à presidência da república. Isto ficou claro para os mais de 35% do eleitorado brasileiro e para os brasileiros que mesmo não votando em Lula, percebeu esta realidade violenta de estrupo à democracia e a nossa constituição cidadã.

Aos míopes políticos que vibraram com a negação da presunção da inocência ao cidadão e ex-presidente Lula, que vibraram com a negação do habeas corpus preventivo ao cidadão e ex-presidente Lula, que vibraram com prisão e condenação sem que o processo tenha sido transitado e julgado em função do sentimento odioso, eu digo: Cuidado! Pois em função do ódio político-partidário, podemos perder essas garantias constitucionais em decorrência de um contexto momentâneo e que pode se tornar permanente em função das conveniências de grupos. Aos míopes políticos que não vão além dos slogans produzida pela direita conservadora, produzida pela elite sanguessuga-paleolítica da política brasileira e pelos odiosos dos pobres desta nação, seria prudente ir além do senso comum. O dia 07 de abril de 2018, foi um dia triste para a história da nossa jovem democracia, pois ela foi apunhalada pelos algozes bem no “coração” das garantias individuais e nas cordas vocais do maior líder da esquerda brasileira para silenciá-lo  

Neste sentido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu último discurso, não poderia ser diferente do Lula histórico em sua fala em público, com transmissão ao vivo antes de se entregar. Ele uniu as esquerdas e pediu ao povo que ecoasse sua voz de igualdade e justiça social - uma realidade no seu governo – de liberdade e luta por mais acesso a renda como processo diário de conquistas. Serão com estes ideais que a esquerda irá para o debate nesta eleição, será com o eco da voz do Lula, o maior presidente que este país já teve, que voltaremos a ter um projeto econômico nacional integrado a economia internacional sem ser subserviente e, ao mesmo tempo, garantir o retorno de um projeto nacional voltado para a inserção social dos menos favorecidos no Brasil. Os seus algozes tentaram enfraquece-lo, mas ao invés disto, fortaleceu ainda mais o nome LULA  e seu significado. Agaro é Haddad. 

Pronto! Falei ...

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