Quarta, 14 de Abril de 2021
86 9 9821-9621

Redação

Whatsapp / Sugestôes

(86) 99821-9621

Cristina

Publicidade

(86) 98195-0154

31°

23° 34°

Teresina - PI

Últimas notícias
Curiosidades
Curiosidades
Coluna de notícias curiosas.
Geral Bizarro
01/03/2021 09h12
Por: Bruna Sampaio

Tomografia permite descoberta de segredos enterrados com múmias

Foto: Mark Lopez / Argonne National Laboratory/Divulgação
Foto: Mark Lopez / Argonne National Laboratory/Divulgação

Os avanços da medicina de imagem estão ajudando a revelar segredos que, literalmente, morreram com seus donos. Tecnologias como a tomografia computadorizada são capazes de fornecer informações preciosas sobre múmias e esqueletos sem a necessidade de corrompê-los. Com isso, é possível descobrir coisas que vão da aparência à causa da morte de um faraó.

Isso vale não só para humanos. Com uma tecnologia ainda mais avançada que a tomografia computadorizada, que permite imagens tridimensionais, mas tem baixa resolução, pesquisadores britânicos dissecaram — digitalmente — uma cobra, um pássaro e um gato, todos de uma coleção egípcia da Universidade de Swansea, no País de Gales. Os animais mumificados, que morreram há mais de 2 mil anos, tiveram revelados detalhes sem precedentes sobre sua vida e morte. O estudo ajuda a compreender melhor a cultura de uma civilização enigmática e que sempre fascinou o Ocidente.

Para estudar as três múmias, os pesquisadores das universidades de Swansea, Cardiff e Leicester utilizaram a tecnologia de micro-TC, também conhecida como tomografia computadorizada de alta resolução. Ela gera imagens tridimensionais com uma resolução 100 vezes maior do que as máquinas usadas nos serviços médicos. Por isso, os pequeninos ossos dos animais puderam ser observados em detalhes impossíveis de serem registrados por outros métodos. “Essas são as mais recentes técnicas de imagem científica. Nosso trabalho mostra como as ferramentas de alta tecnologia de hoje podem lançar uma nova luz sobre o passado distante”, diz Richard Johnston, pesquisador da Swansea e líder do estudo.

Continua depois da publicidade

Os antigos egípcios mumificavam animais como gatos, íbis, falcões, cobras, crocodilos e cães. Às vezes, os bichos eram enterrados com os donos. Porém, as múmias animais mais comuns eram as oferendas votivas, compradas por visitantes dos templos para oferecê-las aos deuses, como se fossem mediadoras da comunicação com as divindades. Nesses casos, diferentes espécies eram criadas ou capturadas por tratadores, mortas e, então, embalsamadas por sacerdotes do templo. Acredita-se que cerca de 70 milhões de múmias animais foram criadas dessa maneira.

Com a micro-TC, os pesquisadores puderam observar que a gata era um filhote com menos de 5 meses — os dentinhos ainda não haviam irrompido. A separação das vértebras indica que, possivelmente, foi estrangulada. O pássaro, provavelmente, era um francelho euro-asiático, tipo de falcão. A varredura permitiu fazer a medição virtual dos ossos e, por isso, os cientistas conseguiram identificar a espécie.

Fonte: Correio Braziliense
Veja também
Desenvolvido por: Lenium®