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Política Emissário
16/03/2021 11h25 Atualizada há 2 meses
Por: Bruna Sampaio

Wellington é escalado por Lula para fazer ponte com tucanos, diz jornal

Foto: Roberta Aline
Foto: Roberta Aline

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), será o emissário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas com o PSDB e outros partidos do centro. A estratégia do PT é encontrar “um lugar para Lula na crise sanitária”.

A intenção é que o petista se junte a outros ex-presidentes – como Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB) – na busca por uma influência internacional que possa ajudar o País a conseguir vacinas e insumos para a produção de imunizantes.

“É hora de dar os braços ao João Doria, ao Eduardo Leite, independente de 2022. É a hora de os líderes demonstrarem grandeza”, afirmou Dias ao Estadão, sobre os governadores tucanos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Dias e Lula conversaram na quinta-feira passada.

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O aliado do Piauí é o coordenador do consórcio de governadores do Nordeste, que anunciou, no dia seguinte, um acordo com o fabricante russo da vacina Sputnik para a compra de 39 milhões de doses. A inclusão de Lula nos diálogos sobre a crise teria dois objetivos: mantê-lo em evidência, mas fora do noticiário sobre seus problemas judiciais, e reforçar a estratégia de buscar estabelecer pontes com o centro.

Na quarta-feira, o ex-presidente aconselhou que o partido repensasse os encontros eleitorais que havia autorizado o ex-prefeito Fernando Haddad a cumprir. Candidato derrotado em 2018, ele já havia se reunido com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Na quinta passada, deveria ter se encontrado o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), mas cancelou. A ordem é deixar baixar a poeira da decisão.

"Se não fosse o governador Doria, não teríamos vacinação. São do Butantan cerca de 8 milhões das 12 milhões de vacina aplicadas até agora no Brasil.” O governador do Piauí disse ter explicado a Lula que vacinas e respiradores são hoje alvo de um “leilão mundial” e que não há coordenação no País que auxilie os Estados nessa busca.

“Lula é respeitadíssimo, assim como Fernando Henrique Cardoso e (Michel) Temer. Eles podem usar seus contatos internacionais. A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que o Brasil se tornou um risco mundial. Se o Brasil é um risco, precisamos ser socorridos”, disse.

O Estadão consultou outros líderes petistas com acesso a Lula. Todos confirmaram que a ordem é enfatizar a pandemia para o partido se contrapor ao governo de Jair Bolsonaro.

“O efeito da pandemia será devastador. E o tema será central na campanha eleitoral. Bolsonaro lutou contra vacinas, não paga UTIs, é contra medidas de contenção. Ele vai carregar as mortes até a campanha”, disse o ex-governador petista de Minas Fernando Pimentel.

Fonte: Estadão
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