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19/03/2021 11h05
Por: Francine Dutra

Coelho de estimação: com seu jeito único, eles são ótimos companheiros

A Páscoa vem chegando e, nesta época do ano, cresce o interesse em adquirir um coelhinho como animal de estimação. Não tão comum como um cão ou um gato, esse pet orelhudo requer alguns cuidados especiais. Atualmente são 45 raças de coelhos confirmadas, entre pequeno, médio e grande porte, você pode escolher o que melhor se adequa ao seu espaço e ao seu bolso, é claro.

Os coelhos são animais silenciosos, por isso não causam problemas com barulho, que é uma preocupação para quem mora em apartamento. Os hábitos desse pet costumam ser bem silenciosos e podem ficar bastante tempo sozinhos, desde que haja condições necessárias para isso.

Foto: Internet
Foto: Internet

Além dos cuidados para se ter com a saúde do animal, a jornalista Bruna Nunes, dona do Nick, um coelhinho da raça Nova Zelândia, listou os motivos da escolha de um coelho como animal de estimação. Ela conta que a relação entre tutora e pet é uma verdadeira história de amor.

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“O Nick que nos escolheu. Foi amor à primeira vista tanto do nosso lado, quanto do lado dele. Tínhamos o costume de passear nas lojas de pets e vimos o cercadinho do Nick lá. Ele olhou para nós, nós olhamos para ele. Ele veio correndo ao nosso encontro e, depois disso, não nos desgrudamos mais”, conta.

Cuidados antes de comprar

Ao contrário de cães e gatos que precisam passear e andam pela casa toda, os coelhos podem viver tranquilamente em um cercado ou em uma gaiola que tenha espaço o suficiente para eles brincarem e se movimentarem. Também é importante deixar o coelho livre para brincar enquanto o tutor estiver em casa.

Esses animais, apesar de silenciosos, são bastante comunicativos, conta Bruna: “A comunicação do coelho foi algo que nos surpreendeu! Ele demonstra muito o que quer, na hora que quer. O Nick tem uma rotina própria que ele mesmo criou desde que chegou em casa quando o assunto é alimentação. Então, quando vai chegando entre 11h50 e 12h40, ele já começa a ficar bem agitado e começa a ficar roendo o brinquedo”.

Os coelhos também são animais independentes e condicionados a fazer suas necessidades em apenas um lugar. “Quando ele quer fazer xixi e cocô e está fora da casinha, ele vai direto para a porta e começa a bater sem parar, como se fosse uma campainha pedindo para ele entrar”, diz. Assim como os gatos, os coelhos se encarregam da própria higiene, embora seja recomendado escová-los com certa frequência para remover resíduos ou mesmo nós nos pelos.

Os coelhos também são bem carinhosos e apegados aos donos, respondendo aos seus chamados e são bem comunicativos “Quando quer carinho, por exemplo, ele tem o costume de rodar em volta das pernas e ‘bater’ o focinho. Mesmo ele não emitindo sons, ele reconhece quando o chamamos pelo nome, o barulho da ração ou quando alguém abre uma porta”, detalha.

Como se expressam

Outra característica natural entre os coelhos é, quando têm a sensação de perigo, é bater as patinhas traseiras, diferente de outros animais que emitem sons.

“Quando ele fica com medo ou muito nervoso, ele bate as patas traseiras, como um ser humano batendo em uma porta, para mostrar que está em perigo. Ele também tende a se esconder em lugares em que não conseguimos pegá-lo para acalmá-lo”, comenta. “Como é uma espécie que vive em tocas, ele geralmente se esconde atrás do sofá ou atrás da mesa de jantar e ele sai no momento dele”, completa a tutora.

Rotina com o veterinário

Bruna conta que sempre que levam o coelho ao veterinário, o que mais se observa são os dentes. Como eles não param de crescer ao longo de sua vida, é recomendado que se invista em brinquedos para desenvolver o desgaste. Lembrando que coelhos não são roedores, mas herbívoros.

Quando um coelhinho nasce, não se sabe ao certo se é macho ou fêmea, já que os testículos aparecem somente a partir dos 5 meses. Alguns tutores compram o animal acreditando ser fêmea e, mais tarde, descobrem que se trata de um macho. 

Algo que também difere os coelhos dos cães e dos gatos, e que ajuda no orçamento dos tutores, no caso do tratamento veterinário, é que não há nenhuma vacina aprovada para esse animal no Brasil. O que não significa que pode se descuidar da saúde do pet, fazendo check-ups periódicos. Deve-se manter a vermifugação em dia e realizar a castração, o que previne várias doenças.

Para a alimentação, costuma-se dar feno e rúcula para os “lanchinhos”, sendo a ração apenas para as refeições principais. Também pode servir frutas, como a banana, mas apenas pequenos pedaços uma vez na semana, pois o excesso pode ocasionar em  diabetes para o animal.

No caso da água, o recomendado é o uso de uma mamadeira, como explica Bruna, no caso do Nick. “Ele toma água em uma mamadeira específica para coelhos. Foi costumado assim, desde pequeno. Já tentamos estes potinhos de cachorro e gato, mas ele odeia e não consegue tomar”, finaliza.

E aí, já está pensando em ter um coelhinho como pet? Pense nos custos, no  tempo que terá para se dedicar ao animal e vá em frente!

 

Fonte: Canal do Pet
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