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Evandro Ferreira Correspondente do município.
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02/05/2021 13h03 Atualizada há 3 meses
Por: Evandro Ferreira

Nicho Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no deserto em Valença do Piauí.

Nicho Nossa Senhora  do Perpétuo Socorro no deserto em Valença do Piauí.( Refúgio de parcela da população Valenciana quando da passagem da Coluna Prestes em 1925/1926).

A cidade de Valença do Piauí, inclusa entre as seis primeiras vilas da Capitania do Piauí, possui no seu patrimônio Histórico grande referências. Dentre elas, o nicho dedicado a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Deserto. Localizado pós o Sítio Juaí.  O referido nicho foi construído em 1958 como pagamento de Promessa do Prof. Mestre Jose Francisco Ferreira, seus familiares e amigos.
Em 1925/1926, quando da passagem da Coluna Prestes por Valença, parte da população se refugiou na serra que fica pós o Sitio Juaí, temendo ser atingida pelos colunistas, que aqui receberam o nome de "revoltosos". O fato que o desconhecimento do que era o movimento parte da população valenciana não teve outra alternativa, foi procurar esconderijo. E como o local era muito distante do perímetro urbano da cidade de Valença-Piauí, foi escolhido para ser o acampamento. Lá cada família, procurou se alojar em abrigos de pedras, outras embaixo de árvores e algumas em ranchos cobertos de folhas ou pela proximidade do brejo, com palhas da palmeira buriti. Diante de tanto medo, cada um se acomodou dentro das limitações do espaço. Foi quando, o Mestre José Francisco Ferreira, teve a iniciativa de suplicar a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma graça, (os refugiados não serem visitados) pelos colunistas. Caso a súplica fosse atendida, ele edificaria um oratório à Nossa Senhora Perpétuo Socorro. Pedido atendido, as famílias ficaram tranquilas e por lá permaneceram por três meses, mesmo a Coluna só tendo permanecendo na cidade por três dias. A devoção foi iniciada, primeiro com a reza do terço mariano e visitações cotidiana. A História se espalhou, sobre o milagre acontecido e em 1958, 28 de junho foi celebrada a 1ª Missa no local e batizado o nicho pelo Pe. Marques. O  Nicho, atualmente está incluso entre os locais de Devoção popular no Estado do Piauí, e ainda permanece de pé aguardando também sua visita.
Convém dizer que a Passagem da Coluna Prestes em Valença do Piauí, é a única referência de luta da História Nacional que Valença do Piauí, foi palco. Em  abril de 2014, a cidade de Valença recebeu uma visita de Dona Maria Prestes, de sua filha Mariana Prestes e da Profª Edna Calheiro. Dentre os locais visitados, constam, a Casa do Capitão Cineas, localizadas na rua de mesmo nome, onde Luís Carlos Prestes, passou três dias, o prédio da Sec. de Cultura, espaço onde os colunistas também passaram, só que em 1926, o prédio ainda não era construído, morava no local os pais do Sr. Angelo Teodoro e de Sr. Carne Roxa. O Quartel de Polícia, naquele período Sobrado do Sr. Mira, a Praça Pereira Caldas, naquele período Rua do Maranhão, o Cruzeiro no Bairro Lavanderia, onde ocorreu o confronto entre as tropas da Coluna e as tropas do governo (os legalistas) e o Cemitério São Benedito, onde foram mortos dois colunista. Dona Maria Prestes, Mariana Prestes e Profª Edna não foram até o Nicho do Deserto, mas ficaram sabendo da existência através de uma palestra sobre o tema feita por mim, no Auditório Profª Maria dos Prazeres na Secretaria Municipal de Educação. Luís Carlos Prestes, fez sua parte, plantou sementes e o povo brasileiro
segue o exemplo do "Cavaleiro da Esperança".
 Prof. Esp. Antonio Josè Mambenga

Valença do Piauí
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