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21/04/2018 09h40 Atualizada há 3 anos
Por: Thainah Cortez

Família denuncia negligência do Samu em acidente que matou idosa em Oeiras

A família da senhora Dionízia Teresa de Oliveira ainda sofre a perda da idosa que aos 82 anos que morreu após ser atropelada por um motociclista no anel viário de Oeiras. O caso aconteceu no dia 25 de março deste ano e eles procuraram a imprensa para denunciarem que o descaso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ter contribuído com a morte.

Segundo Francisca Oliveira, filha da vítima, o motociclista estava alcoolizado quando colidiu com a idosa que tentava atravessar a via. "Minha mãe foi atropelada por um motoqueiro bêbado, sem habilitação e sem retrovisor, no anel viário de Oeiras. Ela estava no acostamento e foi arremessada por essa moto".

"Além das ligações, e a população ter chamado a Samu, eles não vieram. Foi então que eu fui até a unidade base, onde me informaram que não poderiam ir socorrê-la, pois estavam esperando autorização de Teresina para ir. Até onde eu sei, omissão de socorro é crime. Eles estavam a poucos metros do local do acidente e estavam cientes que não era um trote", afirma a filha inconformada.

Francisca afirma que os atendentes da unidade disseram que não iam fazer o socorro. "Eu fiquei horrorizada com a situação, ele [o atendente] me respondeu  que não ia e entrou pra dentro da ambulância".

A filha da idosa diz que Dionizia depois que ficou mais de meia hora no meio do sol, foi socorrida em uma ambulância que não tinha médico, foi atendida em um hospital sem UTI, vindo a falecer cerca de 1h30 depois.

O OUTRO LADO

A redação do Mural da Vila entrou em contato com a secretária municipal de Saúde, Auridene Freitas, que explicou que o fato não pode ser classificado como negligência ao atendimento a idosa, mas que é uma questão de regulação imposta pela base centralizada sediada em Teresina e que regula não somente Oeiras, mas todo o estado do Piauí.

"Não discordo da revolta da família. Essa demora ao atendimento é uma realidade e não ocorre só em Oeiras, mas em todas as cidades. O atendimento não depende dos funcionários do SAMU em Oeiras, inclusive, por diversas vezes já pedimos que esse atendimento seja descentralizado, pois isso diminuiria o tempo de chamado e o tempo do atendimento", disse a secretária.

Auridene Freitas ainda ressalta que mesmo que alguém vá à base do SAMU solicitar o atendimento, a ambulância não pode sair sem que receba a autorização da base centralizada em Teresina, e caso isso ocorra o município pode ser penalizado.

ACUSADO RESPONDE EM LIBERDADE

O motociclista que causou o acidente foi identificado como Paulo Carlos Pereira de Sousa. Ele chegou a ser preso e durante seu interrogatório disse à polícia que havia ingerido bebida alcoólica, cerveja.

No dia seguinte ao acidente, o advogado Nélio Rodrigues entrou com um pedido de liberdade provisória, fundamentando-se no fato de que Paulo Carlos é réu primário, tem residência fixa, profissão lícita e não responde a nenhum processo.

O juiz Rafael Palludo concedeu a liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança no valor de R$ 954 e o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, como a obrigatoriedade de manter atualizado seu endereço ao juízo; comparecimento ao juízo todas as vezes que for intimado; recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 05h; proibição de frequentar determinados lugares como bares e festividades e proibição para dirigir/obter permissão para conduzir veículo automotor. 

Paulo hoje responde pelo crime em liberdade.

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Fonte: Mural da vila
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