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03/06/2021 09h29
Por: Cristina

CFM condena 'humilhação' de médicos na CPI da Covid-19

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou, nesta quarta-feira (02), moção de repúdio à CPI da Covid-19 por “manifestações que revelam ausência de civilidade e respeito no trato de senadores com relação a depoentes” médicos à comissão.

Em nota, o Conselho, lamentou que os “médicos chamados a depor estejam sendo submetidos a situações de constrangimento e humilhação”.

Dra. Nie Yamaguche
Dra. Nie Yamaguche

“Ao comparecer na CPI da Pandemia, qualquer depoente ou testemunha tem garantidos seus direitos constitucionais, não sendo admissíveis ataques à sua honra e dignidade, por meio de afirmações vexatórias”, diz o comunicado.

De acordo com a nota, médicos que estão na linha de frente contra a covid-19,  buscaram o CFM para manifestar sua insatisfação com a postura de membros da CPI. São mais de 530 mil médicos brasileiros. 

Em vídeo divulgado pelo conselho, o presidente se solidariza com as médicas convocadas para depor, que foram desrespeitadas pelos senadores. 

"Infelizmente o que temos visto nessa CPI da covid é inaceitável, é intolerável, principalmente quando nós vemos médicas, como no caso da Dra. Nize Yamaguche e a Dra. Maira Pinheiro, sendo completamente destratadas por alguns senadores que fazem parte da CPI", disse. A nossa fala é em relação a total falta de educação, de respeito àquelas duas mulheres médicas que foram lá falar e dar seu depoimento".

MOÇÃO DE REPÚDIO

Em defesa do médico, ao respeito e à civilidade na CPI da Pandemia  

O Conselho Federal de Medicina (CFM), em nome dos mais de 530 mil médicos brasileiros, vem publicamente manifestar sua indignação quanto a manifestações que revelam ausência de civilidade e respeito no trato de senadores com relação a depoentes e convidados médicos no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.

Os médicos brasileiros têm se desdobrado na Linha de Frente contra a covid-19. Graças a eles e às equipes de saúde, milhões de pessoas conseguiram recuperar sua saúde e hoje estão em casa, com suas famílias e amigos. Essa atuação tem ocorrido com dedicação, empenho e, muitas vezes, sem condições de trabalho. Por isso, merece ser reconhecida de forma individual e coletiva.

São esses mesmos médicos, que estão na Linha de Frente, que buscaram o CFM para manifestar sua insatisfação com a postura de membros da CPI nas oitivas em que profissionais da medicina participam como convidados ou testemunhas. É com eles que o CFM se solidariza nessas críticas.

A classe lamenta que esses médicos chamados a depor estejam sendo submetidos a situações de constrangimento e humilhação. Ao comparecer na CPI da Pandemia, qualquer depoente ou testemunha tem garantidos seus direitos constitucionais, não sendo admissíveis ataques à sua honra e dignidade, por meio de afirmações vexatórias.

No entendimento do CFM, e da classe médica, o que tem sido exibido em rede nacional configura situação inaceitável e incoerente com o clima esperado em um ambiente onde as discussões devem se pautar pela transparência e idoneidade. Em lugar disso, testemunha-se situações que desmoralizam os médicos e as médicas.

Reitere-se que os comentários dessa nota se referem aos médicos e médicas depoentes enquanto indivíduos, não significando apoio aos seus posicionamentos técnicos, éticos, políticos, partidários e ideológicos. Na CPI, eles responderão por suas ações e omissões, as quais, se forem consideradas indevidas, serão alvo de providências por parte do Ministério Público e de outros órgãos competentes.

Assim, o CFM e os 530 mil médicos repudiam veementemente os excessos e abusos no trato de parlamentares em relação aos depoentes e convidados, em especial médicos e médicas, e clama ao Senado Federal que os trabalhos sejam conduzidos com sobriedade para que o País tenha acesso às informações, dados e percepções que permitirão à CPI concluir seus trabalhos de modo efetivo.

Neste sentido, encaminha esse documento ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, para que, ciente destes fatos, tome as providências que considerar necessárias.

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