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12/06/2021 14h01
Por: Cristina

Governo estuda aumentar a conta de luz por causa da seca

Diante da seca histórica nos principais reservatórios de usinas hidrelétricas, o governo estuda criar uma nova faixa, mais cara, no sistema de bandeiras tarifárias ou elevar o valor cobrado no patamar mais alto, a bandeira vermelha 2. O entendimento é que o setor elétrico passa por um momento nunca visto antes e que será necessário fazer frente aos custos elevados de usinas térmicas, necessárias para garantir o fornecimento de energia no País.

A possibilidade já está no radar do mercado financeiro, uma vez que as distribuidoras já sentem os efeitos do aumento dos custos da geração de energia. Os reajustes nas tarifas dos consumidores são feitos apenas uma vez por ano e os valores repassados mensalmente das cobranças das bandeiras não estão sendo suficientes para cobrir toda a despesa para a compra de energia. Assim, para as empresas, há um problema de descasamento entre o que precisam pagar agora e o que estão recebendo dos consumidores.

conta de energia
conta de energia

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar os valores da energia no País aos consumidores. Na prática, as cores e modalidades -verde, amarela e vermelha - indicam se haverá ou não cobrança extra nas contas de luz. A medida também atenuou os efeitos no orçamento das distribuidoras. Até então, as empresas eram obrigadas a carregar os custos, que só eram repassados às contas de luz no reajuste tarifário anual.

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A avaliação no governo agora é que é necessário dar um sinal claro aos consumidores de que a geração de energia está mais cara.  Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira vermelha patamar 2, que representa cobrança adicional de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. No setor elétrico, a avaliação é de que será necessário manter o patamar mais alto até o fim do ano. 

O problema é que, na visão de técnicos, as bandeiras não têm funcionado como um sinal de preço adequado para fazer os consumidores efetivamente conterem o consumo e, por exemplo, evitarem o ar condicionado. Uma faixa adicional mais cara, somada a uma campanha para estimular a redução do consumo, estão entre as alternativas a serem adotadas pelo governo para que o País possa atravessar o período seco com segurança.

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