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Polícia Polícia investiga
24/06/2021 08h46
Por: Francine Dutra

PM é preso suspeito de matar prima para ficar com seguro de R$ 23 milhões

Na segunda-feira (21), um policial militar foi preso suspeito de matar a prima, de 34 anos, em Muriaé, a 322 km de Belo Horizonte. O crime, cometido no dia 1º de junho, teria sido motivado pelo seguro de vida de R$ 23 milhões em nome da vítima.

Nayara Andrade era cabeleireira e foi morta com cinco tiros enquanto trabalhava no próprio salão. A vítima chegou a ser internada, mas morreu três dias depois. O suspeito, um sargento que não teve o nome divulgado, foi preso em um shopping da cidade.

Foto: REPRODUÇÃO / RECORD TV MINAS
Foto: REPRODUÇÃO / RECORD TV MINAS

A Polícia Civil chegou até o homem após investigarem o veículo em que o suspeito havia chegado ao local do crime, filmado por câmeras de segurança. O carro, que estava sem placas, foi encontrado em Viçosa, a 90 km de Muriaé. O antigo dono do veículo foi detido na região metropolitana de Belo Horizonte, mas os investigadores ainda apuram se ele tem envolvimento no crime.

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De acordo com os investigadores, existiam vários seguros de vida em nome da cabeleireira, tendo como beneficiária a mãe da vítima. O valor total das apólices seria de R$ 23 milhões. Todos os contratos teriam sido feitos entre março e junho, sem a ciência da vítima, que não assinou nenhum dos documentos.

As apólices de seguro foram assinadas pela mãe da cabeleireira, mas, segundo os investigadores, a mulher foi enganada pelo sobrinho, que teria alegado que aqueles eram seguros de cartão de crédito.

O sargento ainda tentou atrapalhar as investigações. Segundo a Polícia Civil, o suspeito entrou em contato com a base da Polícia Militar da região momentos antes do crime afirmando que havia uma movimentação suspeita em um ponto oposto ao do salão de beleza da vítima.

Após as viaturas se deslocarem para o local, ele teria assassinado a prima. Após o crime, o militar ainda teria dito aos colegas de trabalho que o assassinato teria sido cometido por um homem que teria fugido de um presídio próximo.

Até o momento, a Polícia Civil não sabe se o sargento agiu sozinho ou teve um parceiro no crime. A mãe da cabeleireira, Eliane Maria Rocha, não esperava que o suspeito fosse uma pessoa tão próxima.

Fonte: R7
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