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24/06/2021 17h34
Por: Bruna Dias

Cansaço constante pode ser sinal de anemia

É comum se sentir cansado com a correria do dia a dia, mas cansaço constante e indisposição podem ser sintomas de anemia. Além disso, outros sinais como sonolência, falta de apetite, dor de cabeça, palpitações, falta de ar e palidez confirmam o quadro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a anemia é a redução da hemoglobina no sangue, ou seja, quando esse componente cai abaixo do valor normal, dizemos que a anemia está presente. No homem adulto, a anemia é definida como hemoglobina <13 g/dl e na mulher adulta como hemoglobina <12g/ dl.  

Existem vários tipos de anemias, mas estimativas da OMS indicam que 90% dos casos são provocados por falta de ferro. “A causa mais comum de anemia em todo mundo é a anemia por deficiência de ferro que acomete principalmente crianças e mulheres em idade reprodutiva, mas há inúmeras outras causas; tanto adquiridas como hereditárias. Por exemplo, uma causa muito comum é a deficiência de vitamina B12 e a deficiência de ácido fólico”, confirma a hematologista da Med Imagem, Brunna Eulálio (CRM/PI 4178).

Hematologista Brunna Eulálio
Hematologista Brunna Eulálio

Para a médica, outros problemas também podem gerar anemia. “Há anemias que acontecem no contexto de outras patologias como doença renal, distúrbios da tireoide, doenças inflamatórias e infecciosas crônicas e câncer. Além disso, pode acontecer por consequência de doenças que levam a uma maior destruição das hemácias, como doenças autoimunes e anemia falciforme”, destaca a médica.

A maioria das anemias é tratável e o diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue. “O diagnóstico é confirmado pelo hemograma, mas a escolha do tratamento depende fundamentalmente do tipo de anemia. Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento é fundamental que seja feita a investigação da causa, afinal, ela é essencial para a garantia de sucesso do tratamento”, reforça a especialista da Med Imagem.

Assim como outras doenças, mudanças de hábitos podem ajudar na prevenção de anemias causadas por deficiências nutricionais. Por isso, investir em uma alimentação balanceada rica em ferro, vitamina B12 e ácido fólico é fundamental. Todos esses nutrientes podem ser encontrados em carnes, frutas, legumes, cereais e leites.

Anemia falciforme: como diagnosticar

A anemia falciforme é uma doença hereditária diagnosticada geralmente na infância e que pode provocar várias complicações se não for tratada precocemente. O distúrbio se caracteriza pela má formação congênita da hemoglobina (proteína encontrada no sangue e responsável pelo transporte de oxigênio para todo o corpo). Essa má formação gera uma consequente má oxigenação dos tecidos.

“Todas as complicações agudas e crônicas da doença decorrem dessa má oxigenação dos tecidos, que vão desde o atraso do desenvolvimento da criança, crises de dores, infecções pulmonares graves com necessidade de terapia intensiva, AVC em idade precoce e necrose óssea”, explica o hematologista Antônio Norberto. O médico afirma também que esse tipo de anemia tem uma alta prevalência no Brasil e que se não acompanhada adequadamente chega a ter uma mortalidade de até 20% nos primeiros 5 anos de vida.

Teste do Pezinho

O teste do pezinho é o exame que faz o diagnóstico inicial da doença, mas sua confirmação ocorre apenas com o exame de eletroforese de hemoglobina. “Recentemente, a triagem começou a fazer parte do teste do pezinho, mas o exame não fecha o diagnóstico. Pode ser que aquele recém-nascido tenha apenas o traço da doença. Portanto, depois de detectada a alteração no exame, imediatamente é preciso procurar um hematologista para a realização do exame confirmatório, que é a eletroforese de hemoglobina”, esclarece o hematologista da Med Imagem, que alerta também para a necessidade, após confirmado o diagnóstico, de ter acompanhamento de um especialista e seguir com o tratamento.

Adultos com diagnóstico tardio precisam de acompanhamento

Muito raramente o paciente com anemia falciforme chega a idade adulta sem apresentar sintomas e sem ter um diagnóstico da doença. Quando isso ocorre, explica Antônio Norberto, é porque “a pessoa é portadora apenas do traço da anemia falciforme e o diagnóstico só é dado em idades adultas a partir de uma investigação de anemia crônica, sem diagnóstico, muitas vezes, tratada com reposição de ferro e de forma equivocada”, frisa.

Também acontece de o adulto descobrir que tem o traço da doença apenas a partir do teste do pezinho do filho. “Por isso é essencial que o teste do pezinho seja realizado, pois somente assim será possível detectar a anemia falciforme e, com isso, investigar também se os pais apresentam alguma complicação oriunda da doença”, concluiu.

Fonte: Ascom
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