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Brasil Covid-19
02/07/2021 08h18 Atualizada há 3 meses
Por: Cristina

Comitê debate a necessidade de aplicação de 3ª dose da vacina em idosos

A Prefeitura do Rio estuda aplicar uma terceira dose de imunizante contra a Covid-19 em idosos ainda este ano, depois que todos os cariocas de 12 anos ou mais tiverem completado o seu ciclo vacinal. A decisão se o reforço acontecerá ou não caberá ao comitê científico que orienta as ações municipais.

O infectologista Alberto Chebabo, que integra o comitê científico de enfrentamento à Covid-19 da capital, acredita que aplicações de reforço provavelmente serão necessárias no futuro, mas ressalta que a prioridade atual é garantir a vacinação de toda a população adulta. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

— Quase todos os institutos produtores trabalham com a possibilidade da terceira dose. No fim do ano, já teremos uma grande quantidade de pessoas vacinadas há muito tempo. E sabemos que os idosos, os primeiros vacinados, têm, de modo geral, uma resposta menos potente à vacina. É muito provável que, para eles, a essa altura, já sejam indicadas três doses de todas as vacinas. Pelo próprio envelhecimento do sistema imune, maiores de 60 anos normalmente não respondem tão bem à imunização. Não só eles, mas outros públicos, como os imunodeprimidos — explicou Alberto Chebabo.

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No momento, a grande questão em debate no comitê científico é se as doses de reforço, caso sejam aplicadas, terão que ser do mesmo fabricante das duas primeiras recebidas pela pessoa.

— A maioria dos idosos foi vacinada com a CoronaVac. Precisamos de mais evidências para saber se a terceira dose será da mesma vacina. O próprio Instituto Butantan deve providenciar essas evidências, porque é responsabilidade do produtor avaliar o nível de imunidade garantido e fazer propostas quanto à aplicação da terceira dose — afirma Chebabo.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), manifestou a intenção de oferecer a dose de reforço aos idosos em entrevista à GloboNews. Depois, durante agenda oficial, ele afirmou que a medida, que inicialmente seria voltada para as pessoas com 60 anos ou mais, pode dar início a um esquema anual de revacinação contra a Covid-19, como já acontece com a da gripe. Segundo especialistas, essa necessidade pode ser motivada pelo surgimento de novas cepas do coronavírus e pelo tempo de imunidade conferido pelas fórmulas disponíveis atualmente, o que ainda é objeto de estudos no mundo inteiro.

Segundo Paes, o Rio também pode estender para toda a população a intercambialidade (ou seja, a combinação) entre as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer. Desde terça-feira, essa possibilidade está disponível somente para as gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias) que receberam a primeira dose do imunizante produzido pela Fiocruz antes de o seu uso ser suspenso para este grupo. A ampliação da medida será discutida na reunião de segunda-feira do comitê científico de enfrentamento à Covid-19.

— Primeiro, a gente percebe que vai haver uma quantidade de doses disponíveis, que já foram adquiridas pelo governo federal. Então, provavelmente, e é algo que já vemos em outros lugares do mundo, vamos ter que, pelo menos por um período, ter a vacinação anual contra a Covid-19. A gente já introduziu um primeiro tema, que é a possibilidade de você até misturar a AstraZeneca com a Pfizer, entre as grávidas, mas isso pode ser levado para outras pessoas, até para a totalidade da população — disse o prefeito, que afirmou ainda que a ideia da terceira dose foi proposta pelo comitê científico, mas só será colocada em prática se tiver o aval do Ministério da Saúde.

Fonte: Extra
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