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15/07/2021 11h14 Atualizada há 2 meses
Por: Francine Dutra

Centro Esperança Garcia atendeu 1050 mulheres vítimas de violência em 2021

A violência de gênero segue deixando um rastro de dor e medo na vida de muitas mulheres, é o que apontam os dados do Centro Esperança Garcia (CREG), referência no atendimento das mulheres vítimas de violência em Teresina, que registrou 1050 atendimentos realizados entre os meses de janeiro e julho de 2021. No entanto, cresce também a esperança de oportunidades que contribuam para a ruptura com os ciclos de violência.

De acordo com a coordenadora interina do CREG, Lidiane Silva, o número também representa um avanço no enfrentamento dos casos de violência, pois sinaliza que mais mulheres vítimas estão buscando a rede de proteção. “Mesmo a demanda velada ainda sendo grande, os atendimentos realizados destacam que as mulheres estão buscando essa liberdade e percebendo a necessidade de procurar ajuda para romper os ciclos de violência às quais estavam sendo submetidas”, explicou.

Foto: Ascom
Foto: Ascom

A maior parte das mulheres atendidas pelo Centro já passaram por diversos tipos de violações de direitos, indo desde a violência física a patrimonial, conforme pontua a psicóloga Tanandra Calassa, que atua no local.

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“Elas já chegam aqui no limite, na maioria das vezes são mulheres que vêm já com um grande risco de sofrerem feminicídio. E aqui elas encontram acolhimento sem julgamentos, respeitando sempre o tempo delas e buscando preservar a sua vida, num trabalho de desnaturalizar as violências, de fazer elas perceberem e terem consciência do que se passa e direcionar quais são as medidas que elas irão tomar quando desejarem”, destaca a psicóloga.

No local, que tem como missão gerar o fortalecimento da mulher diante da decisão de romper as situações de violência ou na preparação para tomar essa decisão, as mulheres encontram um atendimento personalizado e sigiloso. Além da acolhida, o CREG oferece atendimento psicológico, assistência social e orientação jurídica, promovendo também grupos de reflexão, atividades de sensibilização e práticas integrativas tais como florais e massagens relaxantes, como forma de enfrentamento às violações de direitos sofridas.

Com o acolhimento e a participação nas atividades ofertadas no local, muitas teresinenses já conseguiram superar os ciclos de violência, e hoje são multiplicadoras do trabalho do Centro, ajudando a fortalecer outras mulheres com seu exemplo de superação, como é o caso de M. A. S., de 42 anos, que fala sobre sua experiência.

“Eu tinha uma vida atribulada e de muito medo. Achava que não era capaz, que eu não podia nada, e meu companheiro sempre reforçava isso afirmando que eu tinha dois filhos para sustentar, que eu não tinha emprego e nem casa, e que sem ele eu não conseguiria viver. Por muito tempo eu aguentei, mas um dia eu me decidi a buscar ajuda, e foi aí que através de uma visita ao conselho tutelar eu fui orientada a vir ao Esperança Garcia. Graças ao atendimento que encontrei ao chegar a Esperança Garcia hoje eu me sinto uma mulher forte, maravilhosa e livre. Me sinto uma nova pessoa e isso me dá força para sempre que eu vejo uma mulher em situação de violência orientar que ela busque essa ajuda também”, destacou.

Entre as atividades oferecidas pelo Centro Esperança Garcia, está sendo realizado durante o mês de julho um curso profissionalizante de Balconista de Farmácia. A formação tem o objetivo de contribuir para que as mulheres atendidas pelo centro tenham a oportunidade de se profissionalizar, como forma de apontar novos caminhos e assim quebrar os vínculos com as situações de violências sofridas.

O Centro de Referência Esperança Garcia foi fundado em 2015, através de uma parceria entre a Prefeitura de Teresina e a Ação Social Arquidiocesana (ASA), e fica localizado na rua Benjamin Constant, 2170 - Centro (Norte). O local funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h e também realiza atendimentos por telefone, por meio dos números (86) 99416-9451 ou 3233-3798. Em seus cinco anos de atuação o CREG já realizou 5.700 atendimentos diretos às mulheres em situação de violência.

Fonte: Ascom
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